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#328 - Após alcançar Ultima Thule cientistas projetam sonda interestelar

O asteroide Ultima Thule não foi o bastante para cientistas e engenheiros mais ousados que almejam um dia alcançar as estrelas. Algo impraticável com a tecnologia atual, até mesmo quando se pensa em Proxima Centauri, uma anã vermelha na constelação do Centauro, que se encontra a "apenas" 4,2 anos-luz da Terra.

Cientistas do Joh Hopkins Applied Physics Laboratory (APL) em Laurel, Maryland, estão liderando um esforço internacional em torno da ideia de realizar uma missão no espaço além da esfera de influência do Sol - algo como 145 bilhões de km de distância da nossa estrela.

Crédito: Event Crazy

Em seu artigo recém publicado "Near-Term Interstellar Probe: First Step", Ralph MC Nutt lembra que os temas ligados a viagens interestelares, sondas interestelares e uma missão "precursora" não são novos, apenas carecem de tração junto aos legisladores e à comunidade científica como um todo, por conta do estado do conhecimento científico e das realidades da engenharia com os quais nos deparamos.

Alcançar as estrelas, diz o autor do paper, requer o reconhecimento dessas realidades, limites e compromissos científicos, mas que o momento para dar um novo passo naquela direção chegou.

O pensamento corrente acerca de visitar o espaço interestelar começa com uma missão "precursora", afirma Leonard Davies em seu artigo para a Space.

Citando Paul Gilster (Centauri Dreams):
This approach is a good one, both because of its potential science return and its impact on driving propulsion, communications and sensor technologies forward. 
We learn by doing, and pushing well beyond the heliopause will teach us what to expect in the local interstellar medium, where future, faster missions will eventually explore inner Oort Cloud objects like Sedna and push on into the Oort itself. 
We can't even think of missions to more distant targets without mapping the immediate terrain to learn about hazards that could affect equipment, disrupt communications or even destroy the spacecraft.
It would be our first spacecraft truly designed for exploratory operations in interstellar space and would represent our intention to reach targets that today seem impossible, including one day the nearest stars

Gilster prega ousadia ao dizer que precisamos alcançar alvos extremos porque a exploração sempre definiu nossa espécie. "Nossas viagens criaram nossas aspirações", diz o editor do Centauri Dreams.



São Paulo, 11 de janeiro de 2019