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#370 - Satélite brasileiro de sensoreamento, Carponis-1, será lançado em 2022

O Grupo de Trabalho do Projeto Carponis-1 estará reunido entre os dias 4 e 7/2 para analisar os requisitos para produção do primeiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto de alta resolução.

Como resultado do encontro, o grupo que é formado por 20 especialistas das FFAA, irá definir o pedido de proposta a ser enviado às empresas interessadas.

O Carponis-1 deve gerar imagens com detalhes de até 70 centímetros, em intervalos de 3 a 5 dias, enquanto dá uma volta no planeta a cada 1:30 hora.

Ilustração. Crédito: Instituto G4

A análise dos requisitos preliminares acerca dos segmentos espacial e terrestre, e das possibilidades de participação nacional no projeto, foram objeto do primeiro dia do encontro.

Atualmente, o Brasil compra imagens de alta resolução de outros países por falta de uma opção nacional. A previsão é de que a contratação do projeto ocorra no primeiro semestre de 2019 e que o satélite seja colocado em órbita até 2022.

Ten. Carlos Balbino (Força Aérea):
O Carponis-1 é o primeiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto de alta resolução espacial e faz parte das constelações do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que integra o Programa Espacial Brasileiro.
Ele tem capacidade de gerar imagens coloridas com resolução igual a um metro ou menos, ou seja, com mais qualidade, nitidez e precisão, em comparação com as imagens providas pelo satélite sino-brasileiro, o CBERS-4, que pode somente prover imagens em preto e branco com resolução máxima de cinco metros. 
* Carponis: junção das palavras gregas "karpos" (fruto) e "ornis" (pássaro)

Vinicius Costa (Instituto G4):
Para Bruno Mattos, tenente da FAB, o satélite tem potencial até mesmo para gerar uma economia de mais de 75% no custo, por quilômetro quadrado, das imagens, quando comparado com valores pagos pelo governo em licitações anteriores. 
O Brasil só opera no sistema espacial em parceria com a China, mas a melhor resolução que os satélites já existem obtém é a partir de cinco metros, e com um intervalo de até 26 dias entre os registros.

A iniciativa é parte de um plano de trabalho da Força Aérea Brasileira com visão até 2026 e do Conselho Nacional de Espaço. Já em sua primeira etapa, o plano viabilizou o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC-1) que por sua vez é parte da constelação de satélites geoestacionários batizada de Calidris:
  • Carponis-1: sensoreamento remoto ótico (2022)
  • SGDC-2: defesa e comunicação (2022)
  • Atticora-1: satélites de órbita baixa para comunicação tática (2024)
  • Lessonia: satélites radar de abertura sintética (2026)
       (Defesanet: set/17)




São Paulo, 5 de fevereiro de 2019

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