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Pousador Mars InSight começa a cavar mas encontra obstáculo

O instrumento de medição HP3* começou a cavar o Planeta Vermelho mas a sonda (mole) foi interrompida na profundidade aproximada de 18-50 cm ao se deparar com o que parece ser um par de pedras, disseram os cientistas responsáveis pela atividade na última sexta-feira (1/3).

Instrumento HP3. Crédito: Space Newsfeed

Ex Post #308 (22/12):
* Heat Flow and Physical Properties Package (HP3): basicamente um termômetro que será enterrado a uma profundidade de 5 metros no solo do planeta, capaz de medir a emanação de calor em direção à superfície sem a interferência das variações atmosféricas. Um dos experimentos atribuídos ao HP3 é emitir pulsos de calor e medir como eles se distribuem pelo solo. 

O HP3 é um dos três instrumentos ativados pela Mars InSight no Planeta Vermelho.

Vide planejamento de atividades da sonda desde o seu pouso em Marte no final de 2018: (Ex Post #308). 

Mars InSight (visão completa). Crédito: Spaceflight101

Os demais instrumentos:

Rotation and Interior Structure Experiment (RISE): o InSight possui duas antenas que emitem sinais de banda X a serem medidos ao longo de meses e até anos, visando a determinação de oscilações na rotação do planeta. O estudo de tais oscilações, pode determinar se o núcleo de Marte é sólido ou líquido. Com isso, os cientistas irão entender melhor os efeitos do fino campo magnético do planeta.

Seismic Experiment for Interior Structure (SEIS): responsável por medir tremores em qualquer lugar de Marte, incluindo ondas sísmicas criadas por terremotos (marsquakes) e choque de meteoritos enquanto elas se movem pelo interior do planeta. A velocidade com que as ondas se propagam determina o tipo de material que elas estão atravessando, ajudando, com isso, os cientistas a deduzirem do que o interior do planeta é feito. O SEIS é sensível o bastante para detectar vibrações menores do que a largura de um átomo de hidrogênio, sendo milhares de vezes mais acurado em suas medições do que os sismômetros enviados junto com as sondas Viking nos anos 60.




São Paulo, 04 de março de 2019

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Ex Post #399