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#237 - Proteção da Amazônia: risco em alta no governo Bolsonaro

As declarações acerca da criação de um ministério único para tratar dos temas ligados ao agronegócio e ao meio ambiente ecoaram em tom de crítica e preocupação por parte de diversas organizações ambientalistas do Brasil e do exterior.

Adele Peters (Fast Company):
Bolsonaro, who has aligned himself with agribusiness and mining companies, said that he wants to fold the Environment Ministry into the Agricultural Ministry, weaken enforcement of environmental laws, and end protections for indigenous land.
“National parks and forests that are currently protected could fall victim to a series of legislative assaults, including executive orders that could sweep aside hard-won environmental and human rights protections on these territories,” says Christian Poirier - program director for the nonprofit Amazon Watch.
crédito: Terra

Para Peters, se o Brasil não cumprir seus compromissos, será difícil, ou mesmo impossível, alcançar as metas previstas no acordo de Paris. Uma alternativa, seria o comprometimento assumido por empresas de acabar com o desmatamento em suas cadeias de fornecimento.
McDonald’s, for example, says that it plans to end deforestation in its beef, soy, palm oil, and paper product supply chains by 2020. It’s a challenging goal. But if the company follow through, it has the clout, as one of the largest world’s largest buyers of beef, to influence suppliers. 
The same is true of other food companies–including others that are less obvious, like Coca-Cola, which gets oranges for Minute Maid from a powerful Brazilian company that has pushed to remove protections for forests.

De acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) e do Imazon, via ecodebate:
Em setembro de 2018, o SAD detectou 444 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, um aumento de 84% em relação a setembro de 2017, quando o desmatamento somou 241 quilômetros quadrados.
Em setembro de 2018, o desmatamento ocorreu no Amazonas (24%), Mato Grosso (23%), Rondônia (20%), Pará (19%), Acre (11%), Roraima (2%) e Amapá (1%).
As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 138 quilômetros quadrados em setembro de 2018, apresentando uma redução de 96% em relação a setembro de 2017, quando a degradação florestal detectada totalizou 3.479 quilômetros quadrados.
Em setembro de 2018 a degradação foi detectada nos estados do Mato Grosso (62%), Pará (22%), Roraima (6%), Rondônia (5%) e Amazonas (4%) e Acre (1%).



São Paulo, 30 de outubro de 2018