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#278 - James Webb em busca das estrelas supergigantes

Estrelas supermassivas com, digamos, 100 mil massas solares embora possíveis de existir, são extremamente raras hoje em dia. Mas na aurora cósmica (cosmic dawn) a situação era diferente. As primeiras estrelas, formadas pela atuação da gravidade sobre densas regiões repletas de gás, eram massivas, azuis e de vida curta.

Os atuais telescópios não podem ver longe o suficiente para observar diretamente essas estrelas antigas, porém os astrônomos já detectaram a sua formação por meio de ondas de rádio vindas do espaço, diz Judd Bownan da Universidade do Arizona.  

crédito: The Guardian

Hannah Devlin: (The Guardian):
During the next 100m years – a period known as the dark ages – gravity pulled slightly denser regions of gas into clumps and eventually some collapsed inwards to form the first stars, which were massive, blue and short-lived.
As these stars lit up the surrounding gas, the hydrogen atoms were excited, causing them to start absorbing radiation from the Cosmic Microwave Background at a characteristic wavelength.

If supergiant stars existed in those long-gone eras, and if some of them were lucky enough to survive into the era where their brethren already started transforming into monster black holes, putting them just a tad closer in view, there’s a chance we can directly take their picture. 
Those first stars may have been completely unlike anything we see in the present universe. And we may, if we’re lucky, be on the cusp of seeing them for the first time.

O telescópio espacial James Webb é um dos novos recursos aguardados pelos astrônomos para continuar a estudar as estrelas supergigantes do início do universo. A expectativa da NASA é que o James Webb, atualmente em fase de montagem e testes, esteja pronto para de ser lançado ao espaço em março de 2021. 

EP #125 (26/6):
James Webb é um telescópio espacial multipropósito que irá permitir aos astrônomos estudar algumas das primeiras estrelas e galáxias do universo observável e buscar possíveis sinais de vida na atmosfera de exoplanetas, além de uma variedade de outras tarefas importantes para a ciência.
O aguardado telescópio com espelho principal de 6,5m de diâmetro será o sucessor do Hubble lançado ao espaço em abril de 1990.
Jim Bridenstine (via Mashable):  Webb is vital to the next generation of research beyond NASA's Hubble Space Telescope... It's going to do amazing things — things we've never been able to do before — as we peer into other galaxies and see light from the very dawn of time. 
Thomas Zurbuchen, associate administrator: We have to get this right here on the ground before we go to space... And I just want to re-emphasize: Webb is worth the wait.





São Paulo, 29 de novembro de 2018