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Apple prepara imersão no setor automobilístico!

A Apple está discretamente desenvolvendo um carro elétrico desde o ano passado e para isso tem contratado centenas de funcionários oriundos da indústria automobilística.

É o que se conclui da repercussão dada por publicações especializadas durante toda a semana ao artigo do Wall Street Journal do último dia 13/2, que obteve informações de fontes diretamente envolvidas no projeto para confirmar a iniciativa de Cupertino.

Apple e Tesla – empresa líder na produção de carros elétricos e tecnologia de baterias - trocam funcionários há pelo menos 1 ano e os contatos realizados entre seus executivos podem ser entendidos como um sinal de fertilização cruzada entre as duas empresas.

Elon Musk, CEO da Tesla, confirmou no início de 2014 ter se encontrado com Tim Cook, CEO da Apple, mas sem dar pistas do que foi discutido entre eles. Musk disse apenas que a compra de sua empresa por qualquer outra seria “muito improvável” no curto prazo, respondendo a boatos de que a Apple estaria interessada na sua aquisição.

Cook, durante uma entrevista ao jornalista Charlie Rose em setembro último afirmou, em tom enigmático,  que “existem produtos nos quais a Apple está trabalhando que ninguém sabe a respeito e que ainda não foram objeto de rumores”.

Especulações à época, giravam em torno da “integração do iOS na plataforma eletrônica nos carros” de Musk e do interesse da Apple na “tecnologia de construção de baterias”, uma área de reconhecida excelência por parte da Tesla.

Essa última especulação se confirma nesse momento, a partir da descoberta de que a 123Systems, uma empresa que produz baterias para o setor automobilístico, entrou com uma ação na justiça no início de fevereiro, citando 5 ex-funcionários por romperem cláusulas contratuais de confidencialidade ao se transferirem para uma concorrente, no caso a Apple.

Na ação, a 123Systems declara: “a Apple está atualmente desenvolvendo uma divisão de baterias para competir no mesmo nível da 123System”, segundo publicação do site Law 360.

A Apple, no entanto, pode nunca lançar o seu carro no mercado, quer seja elétrico, robótico ou de qualquer outra tecnologia emergente nos próximos 5-10 anos, a não ser, é claro, que a equipe do projeto consiga convencer o board da empresa de sua viabilidade econômica.

Ainda que isso ocorra, existem diversos pontos de contato e interesses que a Apple pode explorar a partir dessa imersão no setor automobilístico, que “já está maduro o suficiente para sofrer uma disrupção”, segundo o jornalista Doug Newcomb que também é presidente do C3 Group a organização que hospeda a Connected Car Conference.

Para Newcomb “as fabricantes de automóveis têm feito praticamente a mesma coisa pelos últimos 100 anos – vendendo chassis com um motor. Carros não mudaram tão dramaticamente” diz ele.

Um veículo que libere o motorista para realizar atividades produtivas num ambiente projetado para interação entre pessoas, ao invés de servir como um simples meio de transporte, já está, senão em fase de criação, pelo menos no imaginário de empresas do setor.