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Inteligência Artificial: por um futuro menos sinistro!

Amazon, Facebook, Google, IBM e Microsoft anunciaram na semana passada a criação de uma organização que visa garantir que o desenvolvimento da inteligência artificial beneficie as pessoas e a sociedade. “Explicar e comunicar as capacidades da I.A., especificamente os perigos e as questões básicas da ética”, nas palavras de Yann LeCun, o representante do Facebook na Partnership on Artificial Intelligence to Benefit People and Society

“O impacto positivo que a I.A. venha a ter, depende não apenas da qualidade de nossos algoritmos, mas do nivel de engajamento público, em transparência e nas discussões éticas que acontecem em torno do tema”, disse Mustafa Suleyman, co-fundador da DeepMind, atualmente representante do Google.

As pesquisas vão envolver ética, equidade, inclusão, privacidade, interoperabilidade e colaboração entre pessoas e sistemas de inteligência artificial, dizem os organizadores em seu manifesto. Porém, engajar a sociedade civil nesse tipo de atividade não deverá ser uma tarefa das mais fáceis.

A inteligência artificial, ainda que seja considerada o futuro da computação, sempre foi explorada por Hollywood como uma ameaça à sobrevivência da humanidade. A criação da Skynet no filme O Exterminador do Futuro e o domínio da civilização pelas máquinas como na franquia Matrix, são duas das mais assustadoras referências produzidas pelo cinema. Mas a história não parou por aí.

No final de 2014, Elon Musk e Stephen Hawking passaram a dar declarações polêmicas acerca do desenvolvimento descontrolado da I.A.. “O risco de algo seriamente perigoso acontecer está na faixa do que compreende os próximos 5 anos. 10 no máximo” dizia Musk à época.

Para Hawking, talvez o mais importante físico teórico vivo, os esforços para criar máquinas pensantes representam uma ameaça à nossa própria existência e o desenvolvimento pleno da inteligência artificial poderia até significar a extinção da raça humana. Cientistas, pesquisadores e engenheiros envolvidos no desenvolvimento de soluções nessa área também vieram a público, mas dessa vez para minimizar as declarações de Musk e Hawking ou pelo menos para apresentar cenários menos distópicos para o futuro da humanidade.

Um ano depois, mais precisamente em dezembro de 2015, Elon Musk anunciou a criação da OpenAI, uma organização sem fins lucrativos [mas com cifras previstas de até $1 bi USD em aportes] com a missão de criar uma I.A. segura e garantir que os seus benefícios sejam tão amplamente distribuídos quanto possível. A OpenAI, assim como a Apple, optaram por não se juntar à formação inicial, mas é possível que ainda venham a fazê-lo no futuro.

Se você, como eu, não se deixa influenciar pelo catastrofismo de Hollywood [e acredita que sempre haverá alguém para puxar o fio da tomada no último minuto] também não pode ficar alheio às enormes transformações que se avizinham e caso a disrupção seja inevitável, que venha na forma da personagem Samantha como em “Her”.

Os próximos anos serão fascinantes, podem acreditar.