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Chips especializados em IA, um caminho inevitável

O anúncio do novo chip especializando em IA da Microsoft é mais um movimento clássico do que observamos desde os primórdios da computação onde ora o processamento se concentra no cliente ora é distribuído em servidores remotos - estes últimos tipicamente localizados na nuvem, naquilo que se convencionou chamar de cloud computing.

À medida que o universo de coisas conectadas à Internet (i.e. IoT) se torna mais inteligente e os dispositivos mais autônomos - em função do uso de sensores da realidade do seu entorno - a quantidade de dados produzida cresce exponencialmente, inviabilizando, em muitos casos, a espera de uma resposta que pode estar a milhares de micro-segundos de distância.

Já pensou no seu veículo tendo que tomar a difícil decisão entre desviar de uma criança ou evitar de jogar você do alto de uma ponte, precisando para isso fazer cálculos utilizando dados e capacidade de processamento disponíveis apenas na nuvem? É aí que está o problema.

O novo coprocessador de IA da Microsoft será montado dentro da HPU "Holographic Processing Unit" que irá equipar a 2ª geração do Hololens e será responsável por analisar localmente os dados produzidos pelos seus sensores e câmeras, utilizando processamento em rede neural profundo ou deep neural network. Está mesmo valendo a pena esperar pela Internet of Everything, não?