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Churchill, "O destino de Uma Nação" - Churchill certamente não seria hoje popular nos círculos politicamente corretos, mas também não nos da direita radical — como aliás também não foi no seu tempo, disse o historiador de Cambridge, David Reynolds, segundo o sociólogo J.C. Espada em seu artigo para o Observador.

Para Espada, Churchill era, e tentava premeditadamente ser, um orgulhoso herdeiro de uma velha e nobre tradição: a tradição europeia e ocidental da liberdade sob a lei.

“Ele representava a completa visão vitoriana triunfante da economia e das finanças: estrita parcimônia, contabilidade exata; comércio livre, independentemente do que o resto do mundo pudesse fazer; governo suave e firme; evitar as guerras; apenas pagamento das dívidas, redução dos impostos e reforço da poupança; quanto ao resto — ao comércio, indústria, agricultura, vida social — ‘laissez-faire e laissez-aller’.

Deixemos que o Governo se reduza e reduza as suas exigências sobre o público ao mínimo; deixemos que a nação viva de si própria, deixemos que a organização social e industrial tome o curso que quiser, sujeita às leis da nação e aos Dez Mandamentos. Deixemos que o dinheiro frutifique nos bolsos das pessoas.”