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Musk, Zuckerberg, Putin e as bravatas de Kim Jong-un. Será o fim do mundo?

As ameaças do ditador norte coreano esta semana foram o pano de fundo ideal para a já conhecida retórica de Elon Musk quanto aos riscos da inteligência artificial para a humanidade. “Competition for AI superiority at national level most likely cause of WW3 imo,” tuitou Musk na última segunda-feira (4/9).

A afirmação foi também uma resposta à outra declaração de Vladimir Putin: "Artificial intelligence is the future not only of Russia but of all of mankind". "Whoever becomes the leader in this sphere will become the ruler of the world".

Zuckerberg também entrou na pendenga ao afirmar, meses atrás, que a retórica de Musk é "bastante irresponsável". Musk, por sua vez e respondendo à altura, afirmou ser "limitado" o entendimento do CEO do Facebook quando se trata de inteligência artificial (sic).

Há anos Elon Musk discute a questão com especialistas e pede a intervenção dos governos por regulação. Em janeiro/15 um grupo de cientistas subscreveu uma carta contendo uma lista de recomendações acerca do que vale a pena pesquisar, objetivando assegurar que a IA permaneça robusta e benéfica para a humanidade. O desenvolvimento de armas autônomas é uma das questões mais criticas e talvez a que requeira maior atenção*.

Do outro lado da mesa, além de Zuckerberg, se encontra também Max Versace, CEO da Neurala e diretor fundador do laboratório de Neuromorphics da Universidade de Boston. Versace entende que é muito cedo para o governo começar a regular o desenvolvimento da inteligência artificial, porque isso teria o efeito de desacelerar a inovação. "AI will not kill us. That's science fiction", "this doomsday scenario is just creating fear." afirmou Versace, se referindo às declarações de Musk.

Os alarmistas mais eloquentes se baseiam na crença de que quando a IA permear todos os equipamentos e sistemas à nossa volta, estaremos a um passo da superinteligência das máquinas e o resto será apenas história!