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Facebook admite efeitos maléficos das mídias sociais

Mas o que  pretende  Zuckerberg com isso? Afinal, não é de hoje que pesquisas científicas apontam os efeitos adversos do excesso de uso dessas ferramentas. Bem, dessa feita algo mudou e a enfase está no "como" elas são utilizadas e não no "quanto" permanecemos conectados.

Tudo começou com a seguinte declaração de Zuckerberg durante o recente call (Q3) da empresa com seus investidores:

“Pesquisas mostram que a interação com amigos e familiares nas mídias sociais tende a ser mais significativa e pode ser boa para o nosso bem-estar, e que isso é um tempo bem gasto. Mas quando nós apenas consumimos conteúdo passivamente, isso pode ser menos verdade."

Facebook ativo x passivo
Zuckerberg pode estar se referindo, mais especificamente, a um estudo* publicado por Kross e Verduin em 2015 onde os pesquisadores descobriram que participantes de experimentos que usaram o Facebook ativamente por 10 minutos sentiram o mesmo ou apenas um pouco melhor, mas aqueles que usaram o produto passivamente se sentiram pior, apontou Josh Constine em seu artigo para o TechCrunch.

Formar comunidades em torno de vídeo é pelo menos uma das abordagens de Zuckerberg para induzir o que já é chamado de "tempo bem gasto" na rede.

"Shows de TV ou esportes criam maior sensação de pertencimento do que muitos outros tipos de comunidades. . . então, vamos concentrar nossos produtos em todas as formas de construir comunidades em torno de vídeo de modo que as pessoas possam assistir e compartilhar. Isso é algo que o Facebook pode fazer de maneira exclusiva. " afirma o executivo. Vejam a matéria completa no TechCrunch.

* "Passive Facebook Usage Undermines Affective Well-Being: Experimental and Longitudinal Evidence"