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Na era digital, a política externa não será decidida pelos presidentes

Em seu artigo para a Wired, Anne-Marie Slaughter* cita o dia seguinte após as declarações de Donald Trump em junho de 2017 acerca de sua saída do Acordo de Paris, quando 30 prefeitos, 3 governadores de estados americanos, mais de 80 presidentes de universidades e 100 líderes empresariais começaram a negociar com a ONU para assumirem os compromissos do Acordo  condenado pelo presidente dos EUA.

O ex-prefeito de Nova Iorque Michael Bloomberg teria tuitado à época: 
We can't wait for national governments to act on climate change. For solutions, look to cities. #ClimateofHope, 
segundo Slaughter. A Bloomberg Philanthropies passou anos organizando mais de 7.000 prefeitos de todo o mundo, representando 600 milhões de pessoas no que agora se tornou o Global Covenant of Mayors for Climate and Energy, complementa a executiva em seu artigo "In the digital age, foreign policy won't be decided by presidents" 
This is foreign policy for the digital age. Digital technology, for good or ill, is highly democratizing,
diz Slaughter, e em seguida lembrando Eric Schmidt [então presidente do Google] e Jared Cohen co-autores do livro "The New Digital Age" de 2013:
the most significant impact of the spread of communication technologies will be the way they help reallocate the concentration of power away from states and institutions and transfer it to individuals.
Schmidt e Cohen reforçam a ideia de que uma sociedade conectada em rede permite que diferentes atores se juntem com objetivos pontuais de resolver problemas, aonde quer que eles estejam.

Na mesma linha, Slaughter afirma:
Public problem-solvers will learn to see the world around them in terms of connection, disconnection and misconnection, and will think about how to design networks to connect the right people or institutions in the right way to solve a specific problem.

*Anne-Marie Slaughter é presidente e CEO do think tank New America para políticas públicas