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Novo contrato social é tema do Fórum de Davos

"Vivemos em sociedades cada vez mais divididas nas quais os contratos sociais que nos unem estão se desgastando. Um dos drivers é a globalização que intensificou as pressões competitivas. Outro é a tecnologia que aumentou os ganhos do trabalho altamente qualificado e a desigualdade exacerbada. 

A tecnologia também transformou nossa consciência sobre o que mais está acontecendo em todo o mundo. Mudou a forma como nos comunicamos e nos organizamos, de tal modo, que muitas vezes acabam por nos dividir. Como resultado, a sustentabilidade social - a coesão interna da sociedade e a capacidade de se manter ao longo do tempo - ficou em perigo"

diz Minouche Shafik, diretora da London School of Economics and Political Science, em seu artigo "A leading economist has plan to heal our fractured societies" para o weforum.org. 

A economista argumenta ainda que, dada a inevitável transição econômica trazida pela globalização e pela tecnologia, talvez devêssemos adaptar nossas instituições do mercado de trabalho, citando o modelo conhecido por "Flexicurity" (flexibility and security) utilizado na Dinamarca. O governo daquele país vê a "flexisegurança" como um "triângulo dourado" com uma combinação de três lados:

1) contratos de trabalho altamente flexíveis que permitam aos empregadores se ajustarem rapidamente

2) recursos generosos de segurança social para os trabalhadores que proveem suporte durante as transições econômicas

3) políticas ativas do mercado de trabalho incluindo aprendizado abrangente durante toda a vida para ajudar os trabalhadores a encontrar novos trabalhos.

"Sob tal sistema,os sindicatos têm que aceitar "segurança de emprego" (employment security) ao invés de "segurança na função" (job security). Empregadores têm que aceitar que o preço da flexibilidade é arcar com taxas mais altas a pagar por seguro desemprego generoso, assistência social e politicas ativas do mercado de trabalho", diz Shafik.