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#034 - Pré-candidatos opinam sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro

Boa segunda-feira amigos. No dia seguinte da assinatura do decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o site UOL colheu declarações de alguns pre-candidatos à sucessão do presidente Temer. O posicionamento de João Amoêdo (Novo) foi incluído posteriormente a partir de seu Twitter publicado na manhã desta segunda-feira (19/2)  Conferindo. 

- Alvaro Dias (PR): "O Rio de janeiro é o retrato do caos em matéria de segurança, mas não é apenas o Rio, ele não uma exceção - a regra é a ausência de segurança para a população. O Governo perdeu essa batalha, e o anúncio da intervenção é a revelação da incompetência do governo. A causa é esse modelo corrupto e incompetente; os governantes não tiveram tempo de se preocupar com a segurança do povo porque estavam roubando recursos, e agora não tem recursos - o caixa foi raspado pela corrupção".

- Ciro Gomes (PDT): "A motivação do presidente Temer é mesquinha e politiqueira. Biombo para o fracasso político da malfadada reforma da previdência  que de reforma nada tem. A intervenção atende à súplica generalizada da sociedade brasileira que anda com medo. Faz tempo que nações poderosas querem que as forças de defesa de países como o Brasil abandonem sua missão institucional para se converterem em forças de segurança pública e combate ao narcotráfico. Não podemos aceitar isso! A corrupção no aparelho policial do Rio e do Brasil vai procurar caminhos para se relacionar com o Exército". Quanto ao general Walter Braga Netto, o interventor nomeado, "É o que há de melhor em nossas Forças Armadas. Sério, competente e com elevado espírito público, deve ter o apoio de todos nós". Ao final da nota diz Ciro "Torço muito que possa dar certo, mas duvido muito!".

- Geraldo Alckmin: "Medida extrema, mas era necessária; só que tem que ser transitória. Entendo que o governo federal tem que liderar esse trabalho, porque hoje nosso grande problema é o tráfico de drogas e de armas e a lavagem de dinheiro, que são crimes federais. Sempre defendi a criação do Ministério da Segurança Pública - que Temer agora vai implementar - e uma agência nacional de inteligência que unisse a inteligência dos Estados, a Abin, as Forças Armadas, a Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional para questões de fronteiras, que sabemos que não é fácil.

- Guilherme Boulos: "A intervenção federal é uma falsa solução. Houve uma ação militar como essa na Maré durante o governo de Sérgio Cabral, e basta ver o resultado que teve em relação a isso". Para Boulos, há uma "enorme preocupação com ataques e desrespeitos aos direitos humanos de moradores de favelas e comunidades. O Exército trabalha com a ideia de que tem um inimigo externo a combater, e o receio é que esse inimigo seja identificado nos moradores de favelas com uma série de abusos, esse é o risco real desse tipo de operação: a atuação irresponsável. A ação de Temer seria uma tentativa de impedir a tramitação da PEC e, com isso, esconder o fracasso da reforma da Previdência. Não conseguiram aprovar essa PEC, amplamente rejeitada pela sociedade, mesmo com um amplo balção de negócios para obter votos e aprová-la. Ao mesmo tempo, há algo muito perigoso em curso com essa militarização na política ao se ter um interventor general: isso cria um caldo de repressão que aprofunda o esvaziamento democrático que já está em curso no país".

- Jair Bolsonaro: de acordo com o  Jornal Floripa [que reproduziu a matéria do UOL], Bolsonaro não quis falar sobre o assunto para o UOL, porém citou declarações do pré-candidato dadas ao site "O Antagonista": "É uma intervenção decidida dentro de um gabinete, sem discussão com as Forças Armadas. Nosso lado não está satisfeito. Estamos aqui para servir à pátria, não para servir essa bando de vagabundos." Bolsonaro, ainda segundo a publicação: "também se queixou da autorização para que os militares, que se instalarão em pontos estratégicos do Rio de Janeiro por tempo indeterminado, atuem sem que lhes seja garantido o "excludente de ilicitude" - garantia jurídica que garante a membros das Forças Armadas a inimputabilidade em caso de mortes provocadas por eles em combate. "No Haiti, você podia atirar. Aqui, como vai ser?" teria dito Bolsonaro. "Todo mundo diz que estamos em guerra. O Rio está em guerra. Mas que guerra é essa que só um lado pode atirar? Qualquer um do lado de cá, que tome uma medida de força, vai ter problemas depois na Justiça. Seja o policial militar, o civil ou o rodoviário".

- Marina Silva (Rede): "A intervenção federal é uma medida traumática em um país democrático. No âmbito de uma federação democrática, a medida mais traumática é a intervenção federal. Só espero que esta tenha sido precedida do mais responsável planejamento para que a respectiva execução, de fato, traga a devida proteção e amparo à sofrida população do Rio de Janeiro em lugar de aumentar as suas agruras. É uma medida urgente derivada da incapacidade do governo estadual e omissão da esfera federal. A inação de sucessivos governos federais que negligenciaram a pauta da segurança pública, deixando apenas para os estados a responsabilidade de enfrentar um problema complexo, que deveria ser tratado de maneira nacionalizada e integrada entre os entes federativos para promover ações mais efetivas e duradouras".

-  Manuela D'Ávila (PCdoB): "O uso das Forças Armadas para o policiamento é inadequado e perigoso. A atividade das Forças Armadas não está relacionada ao policiamento, mas à defesa nacional. O seu uso indiscriminado, de forma crescente pelo governo federal, é indesejável e perigoso. Um gesto único, é incapaz de trazer uma solução para a crise do Estado fluminense. É necessária uma completa restruturação da política de Segurança Pública". Para D'Avila, segundo a Publicação, "o governo Temer teve um objetivo eleitoreiro com a aplicação da intervenção federal, além de retirar de foco a derrota que sofreria com a reforma da Previdência. Não há cortina de fumaça que esconda o repúdio da população à agenda ultraliberal do governo."

- João Amoêdo (Novo): "As pessoas que resolvem os problemas estão acostumadas a pesar os prós e contras e agir. Assim é a vida real. Aquelas que sempre criticam decisões tomadas, levando em conta apenas os aspectos negativos e não o balanço final, normalmente o fazem para fugir de alguma responsabilidade. Ao utilizarem esse roteiro mostram-se despreparadas para liderar.

  • A intervenção foi feita sem o devido planejamento: sim. 
  • Ela será utilizada política e eleitoralmente para fortalecer o governo Temer: muito provavelmente. 
  • Ela ajudou a resolver temporariamente o problema da votação da Reforma da Previdência: sim. 
  • Ela pode fracassar e não resolver o problema de segurança pública do estado: sim.  

Entretanto, com a total incapacidade do governo do Rio de tratar o assunto e o clima de violência existente no estado, a intervenção é positiva e conta, neste momento inicial, com o meu apoio."

Política Internacional

A acusação de 13 cidadãos russos na sexta-feira (16/2) feita pelo promotor especial Robert Mueller, demonstra o extensivo uso do Facebook para interferir no processo eleitoral norte-americano. Os acusados aplicaram táticas como roubo de identificação de usuários, compra clandestina de anúncios no site através de usuários falsos e uso de VPNs para evitar a detecção on-line. As grandes plataformas de mídias sociais continuarão tendo dificuldades de parar as tentativas de interferência de organizações estrangeiras, considerando a sofisticação das táticas utilizadas, dizem alguns especialistas envolvidos com o caso. 

No mesmo dia, o Facebook diz estar fazendo "investimentos significativos" na área de segurança e que trabalha com o FBI para evitar futuros ataques. Uma das contra-medidas será o uso de um código impresso em um cartão postal enviado pelo correio, a ser utilizado na contratação de anúncios pagos na plataforma, segundo Katie Harbath, diretora de políticas de programas do Facebook. 

Economia Digital

Apple - One Apple Park Way Cupertino, CA, se tornou na semana passada o endereço oficial da Maçã. O spaceship já vinha sendo ocupado por alguns departamentos desde o ano passado, mas agora é definitivo. Depois de 25 anos, o 1 Infinit Loop deixa de ser o headquarter da Apple. Na semana passada demos um sobrevoo pela área com um drone de alta resolução

Samsung - O display de 49" com formato ultra-largo e aspect ratio de 32:9 da Sammy parece não ter muita  utilidade além de atender o sonho de uma porção de gamers. Virtualmente não existem sites na Internet preparados para um monitor como o CHG90, e, ao custo de $1,300 USD cada um, certamente vamos continuar vendo poucos desses por aí.  

   


Aeronáutica e Espaço

Utilizando a rota Paris-Nova York, a Airbus fez o seu 1º voo de testes com o A321LR (Long Range), o novo modelo de fuselagem estreita para trajetos de longo alcance. O A321LR será uma opção interessante para as companhias aéreas que só utilizam widebodies como o A330, o A340 e a linha 767, 777 e 787 da Boeing para esses trajetos. Os testes com um modelo de 240 passageiros e 7.400 Km de autonomia começaram dia 2/2 e cumprirão um plano de 100 horas de voo, visando obter as certificações das agências europeia (Easa) e norte-americana (FAA) para entrar em operação no último trimestre de 2018. Em paralelo, as duas gigantes da aviação mundial se posicionam para abocanhar o lucrativo mercado de jatos regionais de até 130 lugares. A Airbus, por meio da compra de parte da canadense Bombardier e a Boeing, com as já adiantadas negociações para criação de uma empresa associada à Embraer.

Carros Elétricos 

Porque o Model 3 é basicamente um gadget sobre rodas controlado numa tela de 15", o pessoal do The Verge convidou Ashley Carman - uma repórter especializada em produtos de consumo - para avaliar o sistema eletrônico do veículo. A ideia era entender se alguém conseguiria usar os recursos do carro sem qualquer instrução prévia. Carman até se virou bem, após algumas voltas pela cidade de Nova York, mas concluiu dizendo que não é imediatamente intuitivo, porque o Model 3 é bem diferente de outros carros. O principal motivo é que a Tesla repensou virtualmente cada parte de como o interior de um veículo funciona. "Tudo nele é, de diversas formas, surpreendente", disse a repórter. 



São Paulo, 19 de fevereiro de 2018