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#040 - Apple contrata Google Cloud, EU quer + taxas para empresas digitais, CNN pede regulação do governo e mais

Boa terça-feira amigos. A Apple confirma o uso da plataforma Google Cloud para armazenar dados do seu serviço iCloud. Desde 2016 já se suspeitava que a Apple incluiria o serviço do Google no mix [ou substituiria as demais pelo Google] onde já se encontravam o Microsoft Azure e o Amazon S3. O Guia de Segurança do iOS foi atualizado em janeiro/18 para refletir a informação. No armazenamento terceirizado incluem-se fotos, vídeos, contatos, calendários e outros documentos de usuários. Todavia, a Apple garante que não há qualquer meio do Google acessar aqueles dados:
Each file is broken into chunks and encrypted by iCloud using AES-128 and a key derived from each chunk’s contents that utilizes SHA-256. The keys and the file’s metadata are stored by Apple in the user’s iCloud account. The encrypted chunks of the file are stored, without any user-identifying information, using third-party storage services, such as S3 and Google Cloud Platform.


Empresas da Economia Digital 

- O Facebook foi mal ao demonstrar um game de realidade virtual onde um jogador assume o papel de um matador que usa armas semi-automáticas para matar inimigos em uma estação de trem. O fato ocorreu na Conservative Political Action Conference CPAC realizada em Washington DC na semana passada, alguns dias após os 17 assassinatos de Parkland, FL.




- Grandes empresas da economia digital poderão ser taxadas com base onde seus os usuários estão localizados ao invés do local onde estão os seus quarteis-generais, caso seja aprovada uma nova regra da União Européia. A ideia é utilizar uma alíquota entre 1 e 5%, segundo o draft de um documento obtido pela agência Reuters. Na relação das empresas impactadas se encontram: o Google, a Amazon e o Facebook, todas acusadas pelos grandes países da União Européia de pagar poucos impostos, re-roteando seus lucros para países que praticam taxas mais baixas como Irlanda e Luxemburgo. O corte para a nova regra será empresas com receitas receitas dentro da EU acima de $10 MM de euros/ano e globais acima de $922 MM USD. (Reuters)

-  O domínio do Facebook e do Google é o maior problema que o jornalismo irá enfrentar nos próximos anos em sua busca pelo crescimento, disse Jeff Zucker, presidente da CNN em seu keynote speech no Mobile World Congress (MWC) nesta segunda-feira (26/2) em Barcelona:
Everyone is looking at whether these combinations of AT&T and Time Warner or Fox and Disney pass government approval and muster, the fact is nobody for some reason is looking at these monopolies that are Google and Facebook. There’s no question that in a Google and Facebook world, monetisation of digital and mobile continues to be more difficult than we would have expected.
A solução, além de mais regulação do duopólio, é a obtenção de mais engajamento dos anunciantes. Segundo o The Drum:
He issued a call to arms to the ad industry to work with the news broadcaster on how to better monetise its content. While Zucker is concerned over the threat of Google and Facebook to CNN’s future business, the encroachment of Amazon and Netflix is less worrying.

- Ainda durante o MWC o CEO da Huawei, Ken Hu, fez duras críticas às organizações americanas que acusam a Huawei e outras empresas chinesas de manterem backdoors em seus equipamentos que permitem o seu governo realizar espionagens. O executivo se refere ao alerta feito por chefes das seis principais agências americanas de inteligência, incluindo o FBI, a CIA e o NSA para cidadãos americanos não usarem produtos e serviços feitos pelas Huawei e pela ZTE. Nas palavras do diretor Chris Wray do FBI o governo está...
deeply concerned about the risks of allowing any company or entity that is beholden to foreign governments that don’t share our values to gain positions of power inside our telecommunications networks.” He added that this would provide “the capacity to maliciously modify or steal information. And it provides the capacity to conduct undetected espionage.
De acordo com a Mobile Europe:
He (Ken HU) said concerns expressed over the vendor’s security were disregarding the Chinese vendor’s “strong track record”, saying that it had provided products and services for 400 telecoms operators over the past 30 years.  

- Agora é a vez da Bloomberg confirmar os planos da Apple para uma segunda geração do iPhone com tela OLED de 5.8"- codinome D22 -, um mais largo de 6.5" - codinome D33 - que pode ser entendido como um iPhone X Plus e um iPhone de 6.1" de custo mais baixo com tela de LCD. Os dois modelos high-end irão usar um processador A12 e aço inoxidável nas bordas. O de mais baixo custo virá com borda de alumínio.

Os 3 aparelhos terão display de ponta a ponta - exceto pelo entalhe na parte superior onde fica o sistema de câmeras TrueDeph - e vidro na parte de trás para permitir o carregamento por indução. A Apple considera ainda implementar um dual-SIM no modelo de 6.5" para facilitar a troca de operadora para pessoas que viajam com frequência:
Apple hasn't made a final decision on including the feature and could choose to wait for E-SIM technology, which will connect phones to multiple networks without the need for a removable chip. Apple has wanted to offer E-SIM technology, but some carriers are resistant to the idea and Apple needs their support. A dual-SIM capability would provide a compromise.



São Paulo, 27 de fevereiro de 2018