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Armas: o pensamento binário pouco ajuda na solução da violência!

A discussão acerca de como reduzir a violência nas cidades passa pela questão das armas por certo. Mas a solução é muito mais complexa e abrangente do que a mera decisão sobre desarmar a população ou liberar o uso das armas. Até a comparação com outros países, geralmente com os EUA, é perigosa. O Brasil não é os EUA. A cultura por lá foi forjada por uma história diferente, desde a sua fundação e que guarda pouca relação com a nossa.



No entanto, algumas peças do intrincado problema da violência podem, [ou mesmo devem] ser pinçadas do cotidiano yankee, pois como disse certa vez Noam Chomsky, "A violência é tão americana quanto a torta de maçã". Eles são especialistas nesse assunto, eu diria. Os recentes casos de mass shooting, embora quase uma exclusividade daquela sociedade, trazem à luz alguns aspectos importantes para nossa reflexão. O seguinte depoimento da radiologista Heather Sher, dias após o massacre de Parkland, FL é impressionante:

As a radiologist, I have now seen high velocity AR-15 gunshot wounds firsthand, an experience that most radiologists in our country will never have. I pray that these are the last such wounds I have to see, and that AR-15-style weapons and high-capacity magazines are banned for use by civilians in the United States, once and for all.
I was looking at a CT scan of one of the victims of the shooting at Marjory Stoneman Douglas High School, who had been brought to the trauma center during my call shift. The organ looked like an overripe melon smashed by a sledgehammer, with extensive bleeding. How could a gunshot wound have caused this much damage? 

O artigo completo de Heather Sher foi publicado no The Atlantic desta quarta-feira (22/2), vão lá ver!