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"Grid girls" banidas da F1 são parte dos efeitos adversos das novas normas sociais

A pressão de setores feministas e do chamado politicamente correto sobre os organizadores da F1 deu resultado. A decisão de banir as garotas do grid pela Liberty Media - proprietária da Fórmula 1 desde 2016, vale a partir do GP da Austrália, o primeiro do calendário de 2018.
While the practice of employing grid girls has been a staple of Formula 1 Grands Prix for decades, we feel this custom does not resonate with our brand values and clearly is at odds with modern day societal norms. We don’t believe the practice is appropriate or relevant to Formula 1 and its fans, old and new, across the world,
declarou o diretor comercial de operações da Fórmula 1, Sean Bratches.

A categoria maior do automobilismo segue o exemplo de outros esportes, como o ciclismo. O Tour Down Under, na Austrália, puxou a fila no início de 2017.

A grita maior [por óbvio], veio das próprias modelos, que em sua maioria, consideram seu trabalho bastante digno.





Na Espanha, o jornal El Pais entrevistou algumas garotas: “Somos contratadas para sermos vistas. Essa é nossa principal função, mas também estamos com as pessoas no paddock no hospitality, tentamos tornar o fim de semana um pouco mais divertido e também estamos com os clientes da marca, tiramos fotos...”.

Para Rob Pattinson do The Sun, trata-se de hipocrisia dos chefes da F1 que faturam com patrocinadores do universo do glamour e ao mesmo tempo banem as grid girls. Praticamente todas as equipes são bancadas por empresas que usam modelos, a despeito dos organizadores dizerem que as grid girls "não refletem os valores da marca". [Vou dar um desconto para esses jornalistas ingleses; eles ainda estão putos com a perda do controle da F1 para os americanos].

O jornal inglês reproduz também a declaração de Kate Woodcock, 29, que passou dois anos com o campeão mundial Lewis Hamilton e outro com o piloto Sebastian Vettel. A grid girl insiste que nunca foi explorada por seus chefes:
It’s going to put models out of jobs and careers, like the darts — where does it end? “I did it because I wanted to do it and loved it. It’s professional and nobody crossed the line once. More stuff probably goes on in an office. There’s a lot of work people don’t see in these roles. You have to learn how to walk down the grid, how to hold your flag and the boards for the formations – there’s a lot of training that goes into it.
Quanto ao público aficionado da F1, acredito que as grid girls são a última coisa com as quais nós torcedores nos preocupamos durante aqueles poucos minutos em que elas se posicionam ao lado dos monopostos. De todos os GPs que eu já fui, não lembro de um sequer em que, na formação do grid, eu tirei a atenção dos principais protagonistas, ou seja, os pilotos e os carros. Não necessariamente nessa ordem!