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#053 - Transição para a economia digital. Por que os empresários brasileiros investem pouco?

Boa sexta-feira amigos. Apenas 1% dos empresários brasileiros planejam aumentos significativos no orçamento voltados à recapacitação de pessoal. Na média dos 12 países incluídos num estudo da Accenture, o investimento é 3x maior do que no Brasil. EUA (8%) e U.K. (7%) lideram. Vejam o ranking elaborado pela consultoria:


Jackeline Carvalho (IPNews):
Uma parcela maior da mão de obra na América Latina precisa de “recapacitação” para os empregos novos ou modificados que as tecnologias inteligentes criarão. Sem ações decisivas, os trabalhadores deslocados pela automação poderiam acabar no setor informal, baixando ainda mais os níveis salariais na extremidade inferior da escala de renda e pondo em risco os preciosos avanços realizados na redução da informalidade e desigualdade na América Latina. Um ciclo vicioso de informalidade, falta de capacitação e baixa produtividade poderia anular o potencial de crescimento que as tecnologias inteligentes oferecem à região.
No Brasil, a resposta para o baixo investimento pode estar no elevado custo da sua mão de obra. Uma empresa nesse país paga mais 71% em encargos e direitos trabalhistas em média vs 20,5% da média mundial, segundo a UHY Moreira-Auditores. O custo da mão de obra no Brasil é o maior entre 90 países dizem os pesquisadores, seguido pela Itália com 38,6%. Uma "vantagem" grande o bastante para nos manter como campões mundiais (sic) ainda por muito tempo.

Empresas da Economia Digital

- Lobbies de grandes empresas como Google, Facebook, IBM, Intel, Qualcomm levaram à criação de um Projeto de Lei que previne a aquisição de tecnologia sensível para os EUA por parte da China, de acordo com um draft do documento obtido pela Reuters.

Tech companies criticized the original legislation amid concerns it could limit or slow their exports, which in 2016 totaled $153 billion, according to World Bank data. A technology industry group said the original bill broadened CFIUS’ reach so much that companies that sell sensitive technology could potentially be forced to go before the panel to have any sale reviewed, even the most uncontroversial.
Empresas americanas, a exemplo da Qualcomm, estão pisando ovos em meio a questões sensíveis e conflitantes envolvendo segurança nacional de um lado e a manutenção do acesso ao mercado chinês do outro.  

- O Sistema de reconhecimento facial da Samsung, concorrente do Face ID da Apple, não ficará pronto em 2019, segundo informações obtidas junto a startup israelense Mantis Vision - empresa que desenvolve o sensor 3D associado modulo da câmera fabricado pela coreana Namuga. O sensor, originalmente, estava previsto para ser incluído num futuro Galaxy S10. (The Investor)

- O WhatsApp assinou acordo com o órgão de proteção de dados do U.K., se comprometendo a não compartilhar dados pessoais de usuários da UE com o Facebook, pelo menos até que o General Data Protection Regulation entre em vigor em 25/3 próximo. Dali em diante só o que estiver de acordo com o GDPR*.

- A Lyft, maior concorrente da Uber nos EUA, começa a testar planos de assinatura para quem utiliza o serviço com frequência - tipicamente usuários que gastam mais de $450 USD/mês. Pelo Twitter, Janko Roettgers, correspondente da Variety, recebeu uma oferta da empresa:
Transportation reporters: Lyft just invited me to a $199 per month all access plan... "With an All-Access Plan, you pay $199 each month and your standard Lyft rides are free (up to $15). "
No velho mercado cartelizado das frotas de taxi não se via iniciativas como essa. Não, ao menos no Brasil.

- Fontes anônimas do The Information sacudiram a Internet nesta quarta-feira(14) com informações de bastidores da divisão Siri da Apple. "O time de desenvolvimento não tem visão forte do que Siri deveria ser" é a acusação. Os problemas remontam à época da sua aquisição em 2010. A popularidade instantânea [quando do lançamento em 2011] e o acesso de milhões de usuários, impactou a capacidade dos servidores da Maçã de manter a qualidade do serviço prestado aos usuários. A empresa vem lutando desde então para tornar Siri mais eficiente. Numa jogada feita no final de 2017 a Apple alçou um de seus principais executivos, Craig Federighi (VP), ao comando da divisão Siri, visando melhorar a imagem que a assistente tem no mercado.

Boa sorte com isso Apple, os concorrentes Amazon e Google continuam um par de anos à sua frente!


* "O novo regime de proteção de dados proposto pela UE estende o escopo da lei de proteção de dados da UE a todas as empresas estrangeiras que processam dados de residentes da UE. Ele prevê uma harmonização dos regulamentos de proteção de dados em toda a UE, tornando mais fácil para empresas não europeias cumprir com estes regulamentos. No entanto, isso vem à custa de um estrito regime de conformidade de proteção de dados com penalidades severas de até 4% do volume de negócios mundial. O GDPR também traz um novo conjunto de "direitos digitais" para os cidadãos da UE em uma era de aumento do valor econômico dos dados pessoais na economia digital." Wikipedia



São Paulo, 16 de março de 2018