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#057 - Zuckerberg é chamado ao Parlamento e polícia libera 1º vídeo do atropelamento no Arizona!

Boa quinta-feira amigos. O Facebook recua nesta quarta-feira (21) para a valorização do final de outubro na NASDAQ, enquanto de milhares de usuários fecham suas contas na rede social. Zuckerberg, que esteve em silêncio esses dias sobre o caso que culminou com a venda irregular de dados sobre 50MM de usuários para a Cambridge Analytica (CA), veio a público nesta quarta em um blog post no Facebook:
We have a responsibility to protect your data, and if we can't then we don't deserve to serve you. I've been working to understand exactly what happened and how to make sure this doesn't happen again.
The good news is that the most important actions to prevent this from happening again today we have already taken years ago. But we also made mistakes, there's more to do, and we need to step up and do it.
E à CNN (Reuters):
This was a major breach of trust. I’m really sorry this happened. We have a basic responsibility to protect people’s data...I’m not sure we shouldn’t be regulated... I actually think the question is more what is the right regulation rather than yes or no, should it be regulated? ... People should know who is buying the ads that they see on Facebook.

A maior parte da repercussão ocorre nos EUA e na UE, onde o Parlamento Europeu afirmou nesta segunda-feira que irá investigar se houve mau uso das informações por parte da CA. A preocupação dos europeus está em avaliar o quanto as ações da CA influenciaram no referendo do Brexit, além de outras irregularidades. Uma comissão parlamentar britânica já solicitou a presença de Zuckerberg para esclarecimentos.

Enquanto isso, questionamentos sobre interferência nas eleições de outros países como Índia, Austrália, Quênia e Malásia já estão em curso, segundo o Washington Post. No Brasil, o Ministério Público já abriu um inquérito, assinado por Frederico Meinberg, promotor coordenador da Comissão de Proteção dos Dados Pessoais.

Carros autônomos, elétricos e de competição

- O video liberado pela polícia de Temp (AZ)  na noite desta quarta-feira, mostra o momento em que a ciclista Elaine Herzberg (49) atravessa a faixa de rolamento na qual o Volvo XC90 SUV da Uber transitava. Aparentemente os freios do veículo autônomo não foram acionados e a motorista, Rafaela Vasquez (44), como era previsível, não estava com o nível de prontidão necessário para agir; as imagens não deixam dúvidas quanto a isso. O caso, no entanto, é complexo, então é preciso aguardar informações adicionais e não tirar conclusões precipitadas. 

- Ainda sobre a repercussão do atropelamento envolvendo um veículo autônomo da Uber no último domingo (18/3), diz o diretor do Risk Innovation Lab da Universidade do Arizona,

Andrew Maynard:
We desperately need a broader conversation about self-driving vehicles and how to develop and use them responsibly. And this means product developers and policymakers must actually talk with people who are potentially affected by the technology. 
In 2015, Arizona famously opened its doors to such vehicles by encouraging companies to test out their self-driving cars on public roads. And apart from a relatively minor crash in 2017, there have been few serious incidents.
Yet despite this record, the lack of coordination, collaboration and transparency between industry, city government and the public – even on issues as basic as road safety – has created an environment where the future success and safe use of self-driving cars is far from certain. 
Max Burns (RFK Human Rights):
In other words, Facebook was ALWAYS able to function with a tighter data policy - you [Zuckerberg] chose to continue using a lax data policy until a bad event forced your hand.

Empresas da Economia Digital 

- O Apple Watch pode detectar sérios problemas no coração como a fibrilação atrial - batidas irregulares e frequentemente rápidas na parte superior das duas câmaras do coração - que pode levar a acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Um novo estudo médico oferece provas de que os wearables podem se tornar mais do que assistentes para fitness podendo até salvar vidas. 

The study engaged 9,750 volunteers. Of those, 347 participants said they had already been diagnosed with this medical condition, which affects 34 million people worldwide. Researchers gathered 139 million heart-rate measurements taken by smartwatch photoplethysmography, the method used by the Apple Watch to monitor wearers’ heart rates. A deep neural network, which underwent heuristic pretraining, analyzed the heart-rate data. 
A similar study using the Cardiogram app on Apple Watch returned similar results last year. And the Apple Heart Study, a collaboration between Apple and Stanford Medicine, is also looking into “how technology like Apple Watch’s heart rate sensor can help usher in a new era of proactive health care.

Meio Ambiente e Smart Cities

- A ideia de que as carnes artificiais um dia irão fazer parte do nosso cotidiano continua povoando a mente de cientistas, empreendedores e investidores de países desenvolvidos. Não é de agora, há exatos 4 anos começamos a falar sobre o assunto aqui no blog. Mas o desafio maior ainda é convencer as pessoas, dizem os especialistas. Uma pesquisa feita com norte-americanos apontou que 65% (de 673 respondentes) provavelmente ou definitivamente experimentariam o produto.

With the science coming together, the biggest challenge is getting people on board... For some, cultured meat is a tech triumph, for others it's a cool new food and for many, it offers a way to help address some pretty major food and environmental challenges or maybe even save the world. But it's also a fundamental break from how we've always interacted with meat.
There will surely be people who jump on the cultured-meat bandwagon early on and avidly, but there will certainly be people who need more convincing. The need for transparency and openness in the introduction of new foods was a lesson learned quite deeply through genetically modified organisms (GMO).
The technology was introduced and its products put into the food supply without a conversation with the people who would be eating it. To many, that felt like a trick. It looked like an industry was messing with their food and doing so secretively, and it led to a massive public backlash.
A própria denominação do produto vai afetar sua aceitação. Algumas empresas denominam a carne artificial de "clean meat", outras preferem "cultured meat", ou ainda "lab-grown meat". Locklear cita Josh Tetrick, CEO da Just, uma das empresas envolvidas com as pesquisas:
Most people, most of my friends, don't really have an understanding of what the word 'cultured' means, in connection with meat...When smartphones first came out, it was a smartphone, but today I don't refer to my phone as a smartphone. I say it's my phone... So I bet tomorrow, when it's normalized, we'll just call it meat.

São Paulo, 22 de março de 2018