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#064 - Partidos políticos não defendem bandeiras e flutuam entre a esquerda e a direita ao sabor das conveniências

Boa segunda-feira amigos. Estudo da evolução do pensamento do Congresso Nacional mostra como flutua mais à esquerda ou mais à direita o posicionamento dos partidos políticos no Brasil desde a redemocratização em 1990.

Nathalia Passarinho (BBC Brasil):
"Tem muitos partidos desnecessários no Brasil, em termos de representação ideológica. Quando um partido é criado, normalmente é para atender a um grupo ideológico pouco representado, dar voz a grupos. Mas não é o que esta acontecendo. Os partidos no Brasil estão sendo criados por outras razões, não para defender bandeiras", afirmou à BBC Brasil o professor Timothy J. Power, diretor do Programa de Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford.
Entre abril e setembro do ano passado, Power e César Zucco, professor da FGV, distribuíram a deputados e senadores um questionário com perguntas sobre diferentes temas – de economia e controle fiscal a reforma política e aborto. O levantamento, chamado de Brazilian Legislative Survey (BSL), é feito a cada quatro anos e tem o objetivo de captar a evolução do pensamento do Congresso Nacional desde a redemocratização.




- Entrevista EXCLUSIVA - Manola de Rubeis denunciou Maduro à ONU e ao Parlamento Europeu e virou alvo. Por Madeleine Lacsko (A Protagonista):





- Páginas de apoio à Jair Bolsonaro foram retiradas do ar pelo Facebook. Jair Bolsonaro presidente 2018 tinha 845 mil seguidores e Jair Bolsonaro presidente 2.0 71 mil seguidores, segundo O Antagonista nesta sexta-feira. "Apenas para que saibam nossas batalhas. As informações são que os donos vão entrar na justiça", disse o deputado Eduardo Bolsonaro em seu Instagram.

- Uma guerra comercial entre EUA e China está em curso. A partir desta segunda-feira (2/4) novas tarifas sobre 128 produtos americanos  incluindo frutas, carne de porco, alumínio reciclado, maçãs, vinho, etanol e tubos de aço, totalizando algo como $3 bi USD, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua nesta sexta-feira (30/3). A decisão é uma resposta às tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio impostas por Washington.

Empresas da Economia Digital

- Crescimento a qualquer custo: memorando interno do Facebook de 2016 abre mais um flanco de ataques contra a rede social de Zuckerberg. O texto, publicado pelo BuzzFeed na última quinta-feira (29/3), foi assinado por Andrew "Boz" Bosworth, VP do círculo mais próximo de Zuckerberg dentro da empresa. "Qualquer coisa que nos permita conectar mais pessoas com maior frequência é "de fato" bom", diz o executivo. Segue um excerto do documento:

We connect people. That can be good if they make it positive. Maybe someone finds love. Maybe it even saves the life of someone on the brink of suicide.
So we connect more people. That can be bad if they make it negative. Maybe it costs a life by exposing someone to bullies. Maybe someone dies in a terrorist attack coordinated on our tools.
And still we connect people. The ugly truth is that we believe in connecting people so deeply that anything that allows us to connect more people more often is *de facto* good. It is perhaps the only area where the metrics do tell the true story as far as we are concerned.

Após a publicação pelo BuzzFeed, Zuckerberg saiu em defesa de Bosworth, embora reconhecendo que conectar pessoas não é suficiente por si só:

Boz is a talented leader who says many provocative things. This was one that most people at Facebook including myself disagreed with strongly. We've never believed the ends justify the means. 
We recognize that connecting people isn't enough by itself. We also need to work to bring people closer together. We changed our whole mission and company focus to reflect this last year.


- Donald Trump voltou a disparar contra a Amazon neste sábado (30/3). Via Twitter, é claro, como sempre faz. Depois de criticar o mal que a sua operação causa aos varejistas por toda a América, o tema agora são as perdas que o U.S. Post Office vem arcando com a prestação de serviços para a Amazon. Disse o Presidente:

While we are on the subject, it is reported that the U.S. Post Office will lose $1.50 on average for each package it delivers for Amazon. That amounts to Billions of Dollars.
If the P.O. ‘increased its parcel rates, Amazon’s shipping costs would rise by $2.6 Billion. This Post Office scam must stop. Amazon must pay real costs (and taxes) now!

Carros autônomos, elétricos e de competição

- A Tesla começou a tecer comentários acerca do acidente que levou à morte o engenheiro da Apple Walter Huang no último dia 23/3 em Mountain View.   

The company said in a blog post on Friday night that the Model X had been operating on Autopilot, its semi-autonomous driving system, before the crash, according to data obtained from onboard vehicle logs. The driver had also set a distance-control feature that determines how much space the Model X keeps between itself and other vehicles to the "minimum" setting, the company said.
The driver had received several visual and one audible hands-on warning during the drive, and their hands were not detected on the steering wheel six seconds prior to the collision.

- Com as investigações oficiais acerca do atropelamento em Temp, Arizona, ainda em andamento, a Uber se adianta e faz um acordo de indenização com a filha e o marido de Elaine Herzberg, 49, que morreu após ser atingida por um SUV autônomo da empresa. O caso fez várias empresas suspenderem os testes, incluindo a própria Uber, a Nvidia e a Toyota dentre outras. Para Jim Lentz, Chief Executive da Toyota North America:
There will be mistakes from vehicles, from systems, and a hundred or 500 or a thousand people could lose their lives in accidents like we’ve seen in Arizona... The big question for government is: How much risk are they willing to take? If you can save net 34,000 lives, are you willing to potentially have 10 or 100 or 500 or 1,000 people die? And I think the answer to that today is they are not willing to take that risk - and that’s going to really slow down the adoption of autonomous driving.

É razoável acreditar numa adoção mais lenta dos carros autônomos por conta do potencial de implementação de uma empresa com o porte e a penetração no mercado que detém a Uber. Porém, caso o problema seja de difícil solução, não é improvável que eles façam alguma parceria com outro fornecedor de software. Afinal, desenvolvimento de tecnologia para veículos autônomos não é exatamente o core business da empresa.


São Paulo, 2 de abril de 2018