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#071 - Ameaça das máquinas: estudo da OECD aponta exagero nas previsões

Boa quarta-feira amigos. Segundo um estudo recente divulgado pela OECD, 10% dos trabalhadores nos EUA e 12% no UK poderão ver os seus seus postos de trabalho sendo ocupados por máquinas num curto espaço de tempo. O percentual é bem menor do que uma previsão anterior feita pela Oxford University (47% e 35%, respectivamente) para jobs existentes em 2010 nos dois países. A OECD diz que as previsões da Oxford exageraram o impacto porque se basearam em um agrupamento de jobs mais abrangentes e com o mesmo título. No novo, foram levadas em conta as diferenças entre trabalhos com a mesma denominação.

crédito: joyreactor

No longo prazo, todavia, há uma boa possibilidade de que no período de uma geração [30 anos] muitos ou a maioria das pessoas serão desempregadas, porque as máquinas serão capazes de realizar qualquer coisa que eles possam fazer por dinheiro, melhor, mais barato e mais rápido, na opinião de Calum Chace, autor do bestseller The Economic Singularity. Para Chace:
Machines are now able to recognise and classify faces better than humans. They are catching up fast in speech recognition and they are also making rapid progress with natural language processing. These are not easy tasks for AI researchers, and continued progress is not guaranteed, but it does seem overwhelmingly likely.
These capabilities are what most people rely on to earn their daily bread – service industries now comprise by far the largest part of most developed economies. Robots are also improving dramatically quickly, and it is hard to see how most manual jobs in factories, warehouses and elsewhere will still be done by humans a couple of decades from now.

Empresas da economia digital

- Mark Zuckerberg pediu desculpas publicamente em audiência nesta terça-feira(10/4) perante duas comissões do Senado dos EUA. As falhas de segurança que levaram ao uso abusivo de dados dos usuários do Facebook no caso Cambridge Analytica foi o tema principal.
Não adotamos uma visão ampla o suficiente de nossa responsabilidade, e foi um erro enorme. Foi meu erro, e sinto muito. Eu comecei o Facebook, eu o administro, e sou responsável pelo ocorrido.
O depoimento trouxe poucas novidades em relação ao que já vinha sendo comunicado pelo Facebook nos últimos meses e no documento prévio enviado aos senadores na última segunda-feira.

E quanto à questões sobre a Russia:
Há pessoas na Rússia cujo trabalho é tentar explorar nossos sistemas, e outros sistemas cibernéticos... Então, é como uma corrida armamentista. Eles se tornam melhores, e nós temos que nos tornar melhores também.
Nesse quesito Zuckerberg afirmou também que o Facebook está reforçando seu time de colaboradores. A área de segurança conta hoje com 15 mil pessoas e deve chegar à 20 mil até o fim de 2018.

Encerrada a audiência, dois senadores republicanos apresentaram um projeto de lei denominado "‘Customer Online Notification for Stopping Edge-provider Network Transgressions’ ou "Consent Act", visando exigir concordância explícita de cada usuário para utilização de seus dados por parte do Facebook. Nenhuma publicidade, de acordo com o PL, poderia ser dirigida a qualquer usuário sem a sua concordância explícita.

Pessoalmente, tenho sérias dúvidas de quantos daqueles congressistas detêm um mínimo de conhecimento para compreender os problemas envolvidos, em sua extensão e profundidade. Em resumo: eles não entendem a Internet. 


- Magic Leap é uma das mais misteriosas empresas da atualidade. Do universo das empresas da economia digital, certamente. Há anos, a Magic Leap, através de seu CEO, Ron Abovitz, desenvolve secretamente uma tecnologia de realidade mista supostamente tão revolucionária, que tem sido capaz de atrair investidores de grande porte ao longo dos últimos anos. O Google é uma desses investidores. O problema é que, com o passar do tempo e sem que os resultados tenham chegado ao mercado [senão através sessões de demonstração para públicos seletos], tanto a mídia quanto analistas especializados começam a especular o pior:

Rachel Metz (MIT Technology Review): 
Few people outside the company have seen the device, let alone tried it. In March, Magic Leap released software tools for developers to start making apps for the device; those without access to the device have to use a software-based simulator to get a sense for what their creations will actually look like through the lenses of the headset.
The company has built up a trove of dozens of patents over the past several years that could be licensed to other companies as a sort of fallback plan if the headset fails. 

- A Apple acaba de fechar um contrato para produzir um seriado adaptado da trilogia "Fundação" de Isaac Asimov. A obra de ficção científica descreve a historia em um futuro distante onde os habitantes do planeta Trantor, capital do Império Galáctico, são influenciados por uma organização denominada Instituição Enciclopédica. O seriado será uma coprodução com a Skydance Television, a mesma produtora da série "Altered Carbon" realizada recentemente em parceria com a Netflix.

- E por falar na Maçã, saiu nesta terça-feira o primeiro vídeo com o unboxing do "Product RED iPhone 8". Como aconteceu em 2017 no lançamento da versão RED do iPhone 7, a Apple deu acesso antecipado e exclusivo ao youtuber Marques Brownlee. Vejam só:


Meio Ambiente & Smart Cities

- A Apple se tornou uma empresa 100% verde em termos de utilização de energia renovável. Desde 2014 os seus data centers já haviam atingido aquela meta. Mas havia um problema... 

Just eight years ago, only 16% of its facilities were powered by renewable energy. By 2015 that number had increased to 93%, then to 96% in 2016.
Over the past year, the company has been busy locating and signing power purchase agreements (PPAs) with renewable energy projects in places like Brazil, India, Israel, Mexico, and Turkey. The hardest part was finding renewable energy projects small enough to serve the limited power needs of operations such as tiny sales offices. 
The achievement is the culmination of a furious effort over the past six years that involved financing, building, or locating new renewable energy sources, such as solar and wind farms, near the company’s facilities. Apple says it now has 25 operational renewable energy projects–with 15 more now in construction–in 11 countries. 


São Paulo, 11 de abril de 2018