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#074 - NASA lança TESS, seu novo satélite caçador de exoplanetas

Boa segunda-feira amigos. A NASA lança nesta segunda-feira (16) o seu novo caçador de exoplanetas. Trata-se do Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), um satélite parecido com o Kepler porém com algumas capacidades a mais. Além de procurar novos planetas e exoplanetas, o TESS irá reunir dados para descrever mundos habitáveis com características semelhantes às da Terra. Para isso, ele irá se concentrar no estudo de superterras em áreas mais próximas do espaço na faixa de 300 anos luz de distância. O TESS será conduzido à orbita da Terra por um foguete SpaceX Falcon 9.

De acordo com o site da missão:
In the first-ever spaceborne all-sky transit survey, TESS will identify planets ranging from Earth-sized to gas giants, orbiting a wide range of stellar types and orbital distances.
TESS will monitor the brightnesses of more than 200,000 stars during a two year mission, searching for temporary drops in brightness caused by planetary transits. Transits occur when a planet's orbit carries it directly in front of its parent star as viewed from Earth.
TESS is expected to catalog more than 1,500 transiting exoplanet candidates, including a sample of ∼500 Earth-sized and ‘Super Earth’ planets, with radii less than twice that of the Earth. 




- GovTech, uma agência do governo federal de Singapura, está à frente de um projeto piloto chamado  "Lamppost-as-a-Platform" (LaaP) que irá implementar à partir de 2019 um sistema extensivo de reconhecimento facial nas ruas do país. Em sua versão final, o LaaP terá conectado com sensores mais de 110 mil postes de iluminação.

Sidney Fussel (Gizmodo):

"As part of the LaaP trial, we are testing out various kinds of sensors on the lampposts, including cameras that can support backend facial recognition capabilities", a GovTech spokeperson told Reuters..."These capabilities may be used for performing crowd analytics and supporting follow-up investigation in event of a terror incident."...While touted as a safety measure, privacy experts worry the all-seeing eye of surveillance will eventually be used to target political opponents, protestors, and journalists."


 Economia e Política

- O presidente americano Donald Trump anunciou na noite desta sexta-feira (13) que os EUA realizaram um ataque coordenado contra a Síria em aliança com a França e o Reino Unido, em resposta a um ataque com armas químicas feito pelo regime de Bashar Al Assad.

Lauren Meier (Axios):
“It’s important people not think that we just destroyed all of Bashar al Assad's chemical weapons. There’s more out there, and those targets were the ones that were excluded for the potential for significant collateral damage...We cannot allow the use of illegal weapons of mass destruction killing innocent people…if America doesn’t respond to this it’s the same thing as the world turning its back when the holocaust was going on" ~ General William Boykin - former U.S. Deputy Undersecretary of Defense for Intelligence under President Bush  
In a briefing at the Pentagon, Chairman of the Joint Chiefs of Staff General Joseph Dunford, along with British and French counterparts, announced that three targets in  Syria were "struck and destroyed."
A expectativa dos USA é de não ter acertado russos e iranianos, evitando provocar uma escalada no conflito militar. Ao contrário de especulações feitas nos últimos dias, os ataques não foram realizados para desestabilizar o regime de Assad e muito menos para derruba-lo. No entanto, e nas palavras do próprio presidente americano, "...estamos preparados para sustentar essa resposta até que o regime Sírio deixe de usar agentes químicos proibidos". 

Empresas da Economia Digital 

- "Talk to Books" é um novo modo de buscar respostas na Internet criado pelo Google. O sistema utiliza recursos de inteligência artificial para realizar pesquisas em cerca de 100 mil livros do catálogo do Google Books, ao invés de buscas em páginas da web como é feito tradicionalmente. Falando com Chris Anderson, curador do TED, na última sexta-feira (13/4), o diretor de engenharia do Google, Ray Kurzweil, introduziu o recurso que pode ser util para pesquisadores, ratos de biblioteca ou qualquer um que procure expandir seu conhecimento em assuntos diversos. A ideia de Mountain View não é substituir as buscas à partir de frases ou de palavras-chave feitas pelo Google Search.

Ray Kurzweil (Google Blog):
The models driving this experience were trained on a billion conversation-like pairs of sentences, learning to identify what a good response might look like. Once you ask your question (or make a statement), the tools searches all the sentences in over 100,000 books to find the ones that respond to your input based on semantic meaning at the sentence level; there are no predefined rules bounding the relationship between what you put in and the results you get. This capability is unique and can help you find interesting books that a keyword search might not surface, but there’s still room for improvement.  


- A aversão de Cannes às empresas de streaming com o banimento da Netflix [aqui] é sinal da fissura entre o velho estilo de produzir e distribuir filmes, e o novo, representado por serviços como Netflix, Amazon Prime Video e HBO GO dentre outros. Corporações como a Disney, atentas aos movimentos do mercado, não pretendem pagar para ver. Se uma disrupção do mercado está para ocorrer, ela própria esta disposta a dar uma mãozinha.

 Derek Thompson (The Atlantic):
Disney, in other words, is constructing what looks to be a worthy rival to Netflix. Will this be enough to inaugurate another century of dominance?
What if Disney bypassed the middlemen and put a highly anticipated film like Black Panther on its streaming service the same day it opened in theaters—or made the film exclusive to subscribers?
In the short term, sacrificing all those onetime ticket buyers might seem financially ruinous. But the lifetime value of subscriptions—which renew automatically until actively canceled—quickly becomes profound.
Based on its public statements and on private conversations I’ve had with Disney executives, the company’s most likely path forward is to nurture Disneyflix gradually, in an effort to ease the decline of pay-TV and film—the equivalent of saving its flooding fortress by plugging each new leak as it springs.
That may be a prudent way to maintain the status quo for a few more years. To save the kingdom, however, Disney may have to blow up the castle.


São Paulo, 16 de abril de 2018