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#104 - Página alternativa do USA Today mostra o quanto a web poderia ser mais rápida!

Boa terça-feira galera. Leitores europeus estão descontentes com certos veículos de imprensa americanos que passaram a restringir o acesso ao seu site desde a entrada em vigor das novas regras do GDPR na última sexta-feira (25/5). O USA Today, por exemplo, ofereceu uma "Experiência da União Europeia" declarando que não vai capturar os dados dos usuários da região. A boa notícia para aqueles leitores é que essa prática, caso seja mantida, tornará o acesso às web pages mais agradável e menos custoso para quem utiliza redes móveis.


crédito: Reputation Defender


2   Se você acha que está sendo manipulado o bastante por plataformas de mídias sociais como o Facebook, espere para ver o que estará prestes a acontecer assim que os headsets de realidade virtual (VR) estiverem disseminados por toda parte.

Elissa Redmiles (Big Think):
On one hand, virtual worlds hold almost limitless potential. VR games can treat drug addiction and maybe help solve the opioid epidemic. Prison inmates can use VR simulations to prepare for life after their release...
In these new worlds, every leaf, every stone on the virtual ground and every conversation is carefully constructed. In our research into the emerging definition of ethics in virtual reality, my colleagues and I interviewed the developers and early users of virtual reality to understand what risks are coming and how we can reduce them...
The developers we spoke with expressed a desire for guidelines on where to draw the boundaries, and how to prevent dangerous misuses of their platforms...  
As the debacle with Facebook and Cambridge Analytica shows, though, people don’t always follow guidelines, or even platforms’ rules and policies – and the effects could be all the worse in this new VR world. 
 
Se esse alerta ainda não lhe convenceu, imagine então o que uma "simples" imersão em realidade virtual pode representar quando as aplicações forem turbinadas com recursos de inteligência artificial / deep learning e aliadas às bases de conhecimento que o Facebook e o Google vêm acumulando sobre você ao longo dos últimos anos.

crédito: Big Think / Getty Images


Economia e Política

3   Em tempos de pressão sobre o governo federal para reduzir o preço do diesel e atender a principal demanda dos caminhoneiros [que paralisam o transporte de carga já há mais de uma semana], vale destacar uma proposta de financiamento publicada nesta segunda-feira (28/5) pelo Instituto Liberal. Vejam do que se trata.

A isenção total de PIS/COFINS sobre o diesel representa um custo anual de R$ 14 bilhões. Além disso, zerar a alíquota da CIDE para o diesel implicaria em outros R$ 2,5 bilhões de perdas. Em resumo, precisamos encontrar R$ 16,5 bilhões para fechar a conta.
OPÇÃO 1: a) Fim da desoneração sobre a folha de pagamento: economia anual estimada R$ 13,5 bilhões b) Fim do seguro defeso: economia estimada R$ 3 bilhões.
* ambos os programas são constantemente mal avaliados em termos de desempenho. O fim desses dois programas dificilmente gerariam grandes problemas econômico sociais.

Fácil, se as decisões pudessem ser tomadas considerando apenas aspectos de viabilidade técnica sob a óptica econômica. No Congresso, como sabemos, a discussão é bem outra. A ver.


4   Olhando a situação mais para frente... Mirian Leitão (Globo):
O próximo governo assumirá tendo que cortar R$ 30 bilhões e, além disso, terá que aumentar o diesel ou encontrar nova solução. Toda a complexa engenharia para reduzir menos de meio real no preço do litro do diesel não pode ser mantida no ano que vem porque não há espaço para mais este gasto.
O governo fez uma engenharia complexa. Uma MP está criando um programa de subvenção. O dinheiro veio de um remanejamento: parte de uma arrecadação extra que houve no ano e outra de uma reserva feita para capitalização de estatais, que não ocorrerá. Mesmo assim não é suficiente.
Será preciso aprovar o projeto de reoneração. Se e quando for aprovado não será o bastante e por isso o Ministério da Fazenda estava ontem preparando outros cortes. Além disso, criará um imposto de importação flexível, que subirá quando o preço externo cair e será reduzido quando o preço externo estiver subindo. 

Aeronáutica e Espaço

5   O anúncio feito em março último pelo presidente Putin acerca de sua nova arma hipersônica [codinome Avangard] tem deixado os americanos intrigados para dizer o mínimo. O artefato, supostamente, seria capaz de alcançar a incrível velocidade de Mach 20. Na semana passada, fontes da inteligência dos EUA disseram à CNBC que os russos têm realizados testes com sucesso e a arma poderá estar operacional já em 2020.

Rather than generating its own power to reach hypersonic speeds, the glide vehicle catches a ride atop an intercontinental ballistic missile (ICBM). Typically, these rockets fly to space on an arcing trajectory before releasing warheads near the top of the parabola, and these warheads drop back down onto the target at hypersonic speeds under the power of gravity.
Rather than falling back to Earth, though, Avangard  reenters the atmosphere at an angle and its aerodynamic shape generates lift that lets it glide down at hypersonic speeds, says Juliano, which allows it to travel further farther and maneuver as it descends. 
The vehicle appears to follow a design known as a "waverider," Juliano said. Waveriders are hypersonic aircraft that have wedge-shaped fuselages specially designed to generate lift by surfing on the shock wave generated as its own aircraft punches through the air at a high speed.


Crédito: Live Science / Federação Russa

Uma possível contra-medida para o sistema de defesa americano seria o lançamento de uma constelação de pequenos satélites com sensores capazes de detectar a ameaça a tempo de ser neutralizada. Mais um ingrediente para a crescente tensão entre os dois países. Uma nova Guerra Fria.

Carros autônomos, elétricos e de competição

6   Enquanto lutamos para reduzir o preço do diesel aqui no Brasil, os europeus correm para chegar em 2020 com seus veículos dentro das novas metas de emissão de poluentes. Nessa linha, a Wolkswagen apresentou em abril último o propulsor EA288 Evo, uma evolução do seu motor 2.0 TDI.

Ricardo Oliveira (notícias automotivas):
...a base do desenvolvimento do EA288 Evo não parece tão simples quanto a encontrada pela Bosch, que melhorou muito o sistema de recirculação de gases de escape e o turbocompressor para reduzir drasticamente a emissão de NOx (óxidos de nitrogênio)... Porém, o grande impulso para baixar as emissões no EA288 Evo foi adicionar um sistema micro-híbrido ao 2.0 TDI.

Outras montadoras preferiram uma solução mais radical. No caso da Volvo, todos os seus novos modelos sairão com motores elétricos. 



São Paulo, 29 de maio de 2018