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#110 - Bloomberg critica Google por deixar projeto de segurança do governo

Boa quinta-feira galera. Em meados de maio último, doze funcionários do Google já haviam pedido demissão em protesto pela participação da empresa em um programa militar controverso conhecido como Project Maven. Através dele, o Google provia o governo americano com tecnologia de inteligência artificial capaz de acelerar a análise de vídeos gravados por drones. Cerca de 3 mil funcionários enviaram uma carta* ao CEO pedindo o fim da cooperação com os militares.

Michael R. Bloomberg (Bloomberg):
Google’s decision not to renew a contract to develop artificial intelligence for the Defense Department was a victory for the employees who had protested it. It was also a defeat for U.S. national security, patriotism, and the cause of limiting civilian casualties in war.

* Excerto da Carta dos funcionários (via Gizmodo):
...If ethical action on the part of tech companies requires consideration of who might benefit from a technology and who might be harmed, then we can say with certainty that no topic deserves more sober reflection—no technology has higher stakes—than algorithms meant to target and kill at a distance and without public accountability...
Google has moved into military work without subjecting itself to public debate or deliberation, either domestically or internationally. While Google regularly decides the future of technology without democratic public engagement, its entry into military technologies casts the problems of private control of information infrastructure into high relief.
O Google optou, acertadamente, por ficar ao lado de seus funcionários.


crédito: AP Photo

 2   5G: a operadora de telefonia móvel do Reino Unido "EE" anunciou nesta quarta-feira (6/6) planos para realizar os primeiros testes ao vivo da nova tecnologia em outubro deste ano. Internamente a operadora diz ter obtido velocidades da ordem de 2,8 Gbps. Na fase inicial, empresas e clientes reais da EE [5 casas e 5 empresas] serão conectados pela primeira vez.

Carly Page (The Inquirer):
BT-owned EE said its planning to find the 'first ever 5G trialists' via social media. And Mark Allera, CEO of BT's consumer biz, added: "This live trial is a big step forward in making the benefits of 5G a reality for our customers, and in making sure that the UK is at the front of the pack for 5G technology."
The plans come as EE pledges to be the first UK operator to launch commercial 5G, with the firm last month claiming that it'll beat its rivals to the punch by launching 5G services in 2019.

O Reino Unido quer se tornar referência mundial em lançamento de satélites e gerenciamento de estações terrestres. A julgar pelas declarações da BT, em redes de telefonia móvel da nova geração também. 

 3   Ao menos 4 empresas chinesas tiveram acesso a dados pessoais de usuários do Facebook. A informação foi confirmada pelo próprio Zuckerberg citando Huawei, Lenovo, OPPO e TCL, como parte de uma lista de 60 empresas. A quantidade de usuários envolvidos e criticidade dos dados fornecidos não foram divulgados pelo Facebook. O Senado americano agora quer saber porque Zuckerberg não mencionou esse caso em seu depoimento ao Comitê de Comércio em abril último. 


Economia e Política

 4   Medidas apressadas e sem a devida avaliação das possíveis consequências costumam resultar em problemas, especialmente quando se trata de questões complexas envolvendo políticas econômicas de um país. No caso da recente paralisação dos caminhoneiros, eles já aparecem em diversos pontos da cadeia produtiva e de distribuição. Caso sejam negligenciados, poderão até provocar o efeito contrário em relação àquilo que se pretendia resolver desde o início. Eis um exemplo:


5   O teto do funcionalismo no Estado de São Paulo passará de R$21.800 para R$30.000. A PEC que tramitava na Casa desde o ano passado foi aprovada nesta terça(5) pela Assembleia Legislativa por 67 x 4. O impacto nos cofres pode fazer o Estado ultrapassar o limite da prudência com gastos de pessoal, diz a Secretária da Fazenda. 

A administração pública opera como um país a parte que utiliza o que convencionamos chamar de Brasil para se blindar das frequentes crises econômicas que nos acometem. A casta política insaciável e irresponsável que nos leva há anos na direção ao precipício precisa ser parada enquanto é tempo.

 6   O óbvio, mas que precisa ser repetido 1 milhão de vezes pelos próximos 20 anos ou até que a maioria dos eleitores tenham aprendido o que fazer com o seu voto.



São Paulo, 6 de junho de 2018