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#133 - Airbus é chamada para criar o rover coletor de amostras do solo marciano

Boa terça-feira galera. A Agência Espacial Européia (ESA) fechou um contrato de $5.2 MM USD com a Airbus para desenvolvimento de um rover capaz de recolher recipientes com amostras de solo que serão coletadas e deixadas para trás pelo rover Mars 2020 da NASA. O Mars 2020 fará as perfurações, e as amostras obtidas serão deixadas em 30 tubos ao longo do caminho. O rover da Airbus, que será enviado para Marte em 2026, deverá ser capaz de detectar os recipientes à distância e de modo autônomo se dirigir até o local para recolher o material.

Mariella Moon (Engadget):
It could take the vehicle around 150 days to collect all the canisters Mars 2020 leaves behind. After that, it has to find the rocket it landed with. It will hand off the sample tubes to the rocket and will film it when it blasts off, which means we might be able to see the first liftoff from Mars within less than a decade. That rocket will then rendezvous with an orbiter to bring the samples back to Earth. 

Fetch Rover; credito: Engadget 


Empresas da economia digital

2  Sem qualquer esforço, a Apple já pode se considerar uma das vencedoras da Copa do Mundo. Explico. Vários jogadores têm sido filmados e fotografados usando produtos da Apple -  especialmente Airpods e headphones da Beats. A Apple não é uma patrocinadora oficial do evento, então, nenhum participante das comitivas pode exibir o logotipo das marcas - quem prestar a atenção vai verificar a enorme quantidade de fones com adesivos cobrindo a marca do produto. Porém, no caso de gadgets da Apple aquela estratégia é apenas um paliativo...

Mike Murphy (Quartz):
But both Beats and AirPods have a distinctive look that is difficult to mask, even with the branding obscured. While covered-up Beats were a big marketing win for Apple at the 2014 World Cup, just months after it had acquired the company, AirPods are a more subtle sell this time around.
The minuscule $160 earbuds are one of the few Apple products that don’t have any Apple branding on them at all. But when you see them on a player, it’s almost impossible to mistake them for anything else.

3  A Netflix decidiu remover a opção de publicação de resenhas por parte de seus usuários. A explicação dada pela empresa é que cada vez menos usuários postam opiniões.

O motivo? Bem, o habito de resenhar foi afetado quando o sistema de avaliação mudou para "curti/não curti" em 2017. Especula-se nas redes sociais que o volume de resenhas negativas estaria desencorajando por demais os usuários. Faz sentido, não raro encontramos comentários tóxicos, racistas e sexistas em meio às resenhas.

Pessoalmente espero que o Netflix teste outras formas de ajudar na escolha dos títulos além do método atual baseado em algorítimos. Quem sabe usando tags como se faz em outras plataformas. Enfim, o recurso que existe desde a criação do serviço em 1998 será descontinuado em 30 de julho. Os reviews já publicados ficarão disponíveis até meados de agosto, segundo nota do Netflix. 

Economia e Política

 4  O Brasil continua esbarrando em problemas de infraestrutura para se desenvolver. A falta de investimentos em banda larga - o qual criticamos há anos, é um deles. Uma questão séria que o próximo Presidente da República terá que encarar.   

Julio Wiziack (Folha):
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) pressiona os presidenciáveis a levarem adiante o projeto de lei que muda as regras da telefonia no Brasil para destravar R$ 34 bilhões em investimentos em banda larga, especialmente nos grandes centros urbanos do país, onde estão os principais centros fabris. Sem isso, ainda segundo a CNI, não será possível levar a indústria para a era digital, à chamada Indústria 4.0, que prevê, principalmente, a automação das fábricas e a digitalização dos elos das cadeias produtivas. O projeto que define o novo marco regulatório das telecomunicações enfrenta resistência no Congresso desde que foi apresentado, em 2016.
Recursos originalmente destinados aos planos de banda larga do governo federal foram desviados para outras finalidades desde a década passada, pelo menos. No Índice Global de Competitividade da Manufatura, o Brasil caiu da 5º posição em 2010 para 29º posição em 2016, segundo o site da Agenda Brasileira para a Indústria 4.0.

E quanto à Indústria 4.0, não se trata exatamente de um tema novo nos países mais desenvolvidos. Só aqui no blog temos tratado desse assunto desde os idos de 2012. Vão lá ver.



São Paulo, 10 de julho de 2018