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#167 - China intensifica a militarização do espaço

Boa segunda-feira galera. Para os estrategistas chineses utilizar sistemas baseados no espaço é uma capacidade fundamental para as guerras modernas. A conclusão aparece no mais recente relatório anual do Departamento de Defesa dos EUA acerca das capacidades militares da China. De acordo com o DoD, a China está fortalecendo suas capacidades espaciais militares apesar de sua postura pública contra a militarização do espaço. Entre elas incluem-se: mísseis cinéticos, lasers terrestres e robôs espaciais na órbita da Terra.

Sandra Erwing (Space News):
China has solidified its position as the second-largest military spender in the world after the United States. In early 2017, China announced a 6.5 percent inflation-adjusted increase in its annual military budget to $154.3 billion, approximately 1.3 percent of gross domestic product. “This budget continues more than two decades of annual defense spending increases and sustains China’s defense budget has doubled during the past decade,” the report says.

crédito: Space Travel Foundation

Economia e política

2   Ricardo Amorim acerta ao afirmar: "Se a sua preocupação é só ter diploma, é hora de repensar". No entanto, as maiores empresas do mundo dão bola para isso sim. Ocorre que há falta de mão de obra qualificada nos EUA, daí outros critérios terem ganhado mais relevância nos últimos tempos.


3   Enquanto a redistribuição de imigrantes não ocorre, a governadora de Roraima critica:  "a desatenção de Brasília com a maior crise humanitária das Américas, em consonância com seus aliados no estado, é criminosa". "O Brasil não enfrenta uma crise migratória. Roraima enfrenta uma crise migratória."

4   Não bastasse a crise com os imigrantes, Roraima enfrenta agora o risco de corte de 65-90% da energia que consome. A estatal venezuelana que fornece a eletricidade cobra da Eletrobras uma dívida de $33 MM USD. Esta, por sua vez, alega problemas operacionais para fazer o pagamento.

5   "Se colocarem o governo federal para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia." ~Milton Friedman


Eleições 2018

6   Foi mal a Jovem Pan cancelar o debate presidencial desta segunda-feira (27) alegando como motivo apenas a não presença dos candidatos do PSL e do PT. Tem mais coisa aí.

7   Analisar o pensamento e as propostas de Paulo Guedes significa, no mínimo, obter mais subsídios para avaliar o Plano de Governo pelo PSL. Pela sabatina da Globo News, por exemplo, ficou claro o quanto falta de alinhamento entre ele e Bolsonaro acerca do escopo das privatizações.

Raphael Lima (Ideias Radicais):
O dia que Paulo Guedes for candidato, fará sentido analisar ele. Ademais, Amoêdo tem Gustavo Franco. Tem certeza que querem brincar de usar ministro como argumento? O dia que Paulo Guedes for candidato, fará sentido analisar ele.
8   Sério que a candidatura tucana acredita que vai empolgar o eleitorado com essa conversa de transformar o Brasil no país da energia limpa? Isso lembra a campanha de 2014 em que o PT não focava em reformas porque, na bolha em viviam, o país estava no rumo certo. Deu no que deu!

Geraldo Alckmin (Twitter):
O Brasil tem tudo para se transformar no país da energia limpa. A região de Ribeirão Preto é muito forte no etanol. Temos ainda todo o potencial da energia eólica, que tem crescido muito no Rio Grande do Sul e no Nordeste, e da energia solar.

9   Traição? Ou o acordo foi mesmo uma barganha onde o tucano ficou com o tempo de TV que queria?  As lideranças do tal centrão montaram esquemas regionais visando suas próprias candidaturas e vão dividir o seu palanque com qualquer um, incluindo os tradicionais adversários do PSDB no âmbito nacional.

10  Redes de TV estarão cometendo um erro se deixarem @joaoamoedonovo fora dos debates. Hoje ele já tem mais (ou iguais) intenções de voto se comparado a outros candidatos que vêm sendo convidados.


11  Mais temerário ainda é depositar a confiança em uma política econômica inconsistente, ainda que majoritariamente alinhada dentro da chapa. O rumo da economia proposto por Paulo Guedes está expresso no Plano de Governo do PSL. Se Guedes sair, outro como ele poderá assumir. Ninguém é insubstituível.

Carlos Andreazza (Jovem Pan News):
Eu gosto muito do Paulo Guedes. O problema fundamental é que não se vota no Paulo Guedes. Vota-se no Jair Bolsonaro. Eu acho muito temerário que a política econômica de um candidato competitivo esteja depositada na figura de um indivíduo.



São Paulo, 27 de agosto de 2018