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#193 - Urnas eletrônicas são seguras? Especialistas dizem que não!

Boa terça-feira galera. Urnas eletrônicas são seguras? Não é o que atestou a equipe de profissionais de Segurança da Informação, liderada pelo Prof. Diego F. Aranha, que teve acesso ao sistema de votação. Nesta segunda-feira (1/10), Aranha reage em seu perfil do Twitter a uma matéria do O Globo que diz "– Até hoje nenhuma das equipes, em quatro edições, conseguiu quebrar o sigilo do voto nem tão pouco mudar os resultados".

Diego F. Aranha (via Twitter):
Resultados dos testes até aqui:

2009: quebra de sigilo por frequência de rádio do teclado.
2012: quebra de sigilo ao recuperar votos em ordem.
2016: violação de integridade de resultados em caso de contingência.
2017: adulteração do software, afetando sigilo e integridade.
A equipe de profissionais de Segurança da Informação mantem uma página na web onde reúne material técnico acerca das vulnerabilidades encontradas no sistema.

EP #158 (14/8):
Urnas eletrônicas de votação são motivos de suspeitas em todo o mundo. Nos EUA não é diferente, vejam o vídeo. No caso do Brasil, o agravante é que não há um meio seguro de auditar o processo. Nas próximas eleições, considerem votar em quem luta por maior transparência nas apurações.

No último mês de agosto, participantes da DEF CON (maior conferência hacker do mundo, realizada anualmente em Las Vegas) demonstraram que é possível quebrar o sistema de segurança das urnas eletrônicas em menos de duas horas! Vejam o vídeo:



2  Pesquisa FSB/BTG Pactual desta segunda (1/10) para presidente

Bolsonaro (PSL)....... 35%
Haddad (PT)............ 27%
Alckmin (PSDB)........12%
Ciro (PDT).................10% 
Amoêdo (Novo) .........5%
Marina (Rede)............4%

3  Pesquisa Ibope desta segunda (1/10) para presidente:

Bolsonaro (PSL)....... 31% 
Haddad (PT)............ 21%
Ciro (PDT).................11% 
Alckmin (PSDB)..........8%
Marina (Rede)............4% 
Amoêdo (Novo) ........ 3%

4  Dias Toffoli mantém a proibição aos veículos de imprensa de entrevistar Lula na cadeia e já passa a chamar 64 de "movimento". Com isso, o presidente do STF evita incendiar o país a poucos dias do primeiro turno das eleições. Muito prudente. Todavia, há quem veja nisso um sinal de que Tofoli já pensa mais na sua história. Teria percebido que a chapa dos militares sairá vitoriosa dessas eleições.

Economia e política 

5  O Canadá finalmente chegou a um acordo com os EUA e se junta ao México no USMCA, o novo acordo tripartite [que substitui o NAFTA firmado lá em 1994] que será assinado no próximo mês de novembro. Os negociadores dos EUA e do Canadá trabalharam durante todo o final de semana e cumpriram a data limite fixada pelos EUA à meia noite de domingo (30/9).

O acordo bilateral com o México já havia sido fechado em agosto último. Com o USMCA, o Canadá dará mais acesso aos produtores de laticínios americanos, algo como 3,59% do mercado canadense ou $16 bi USD/ano. O acordo desagradou o presidente da Dairy Farmers of Canada, segundo comunicado publicado nesta segunda-feira (1/10):

Pierre Lampron (BI):
We have been informed of the conclusion of an agreement between Canada and the United States for a renewed free-trade accord. Granting an additional market access of 3.59% to our domestic dairy market, eliminating competitive dairy classes and extraordinary measures to limit our ability to export dairy products will have a dramatic impact not only for dairy farmers but for the whole sector.
This has happened, despite assurances that our government would not sign a bad deal for Canadians. We fail to see how this deal can be good for the 220,000 Canadian families that depend on dairy for their livelihood.

As novas regras determinam também que, uma proporção maior de peças do setor automobilístico sejam fabricadas em locais onde os trabalhadores têm de receber pelo menos $16 USD/hora.

Além disso, caso os EUA imponham uma tarifa global de 25% sobre a importação de veículos, México e Canadá terão uma quota de 2,6 MM de veículos cada um na exportação de veículos para os EUA. As quotas atuais são de 2 MM de veículos.

O acordo, no entanto, não resolveu a questão das tarifas sobre aço e alumínio com o Canadá. Os mercados reagiram bem à divulgação, registrando aumentos de ~0,9% no valor das moedas dos dois países em relação ao dólar americano.

6  $1,4 bilhão de reais, foi o custo das eleições de Dilma (2010 e 2014), mais do que o dobro do que foi declarado ao TSE, segundo acordo da delação premiada de Palocci liberada pelo juiz Sergio Moro. ".....empresários contribuíam esperando benefícios em troca e, mesmo nas doações oficiais, a origem da maior parte do dinheiro vinha de acertos ilícitos de propina.", ainda de acordo com a delação de Palocci, segundo O Globo desta segunda(1/10).

7  Conquistar um cliente custa 5 x mais do que manter um antigo, dizia Philip Kotler, famoso guru do marketing. Aparentemente, tentar trazer de volta o eleitor tucano que se bandeou para as hostes bolsonaristas também tem um custo altíssimo ou é mesmo quase impossível a poucos dias do pleito! A campanha de Geraldo Alckmin resultou num desastre, eleitores paulistas eram menos fieis do que os estrategistas do PSDB imaginavam.

Cartoon

crédito: Nani Lucas



São Paulo, 2 de outubro de 2018