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#205 - Robôs: Atlas evolui e aprende novos truques

O  novo vídeo publicado pela Boston Dynamics é um alento para quem espera há anos por um salto evolutivo importante nas habilidades de robôs humanoides como o nosso conhecido Atlas.

A verdade é que essas máquinas são treinadas para atividades pré-programadas em ambientes controlados e acabam realizando performances impressionantes como as desse vídeo. Porém, sabe lá depois de quantas tentativas e erros.


Entre 2013 e 2015 os desafios de robótica, especialmente aqueles patrocinados pelo Darpa (Defense Advanced Research Projects Agency), chamavam a atenção do público. A expectativa dos organizadores era a de que os participantes seriam capazes de criar versões evoluídas de seus robôs, de tal forma a cumprir tarefas com graus maiores de dificuldade a cada competição. Todavia, não foi isso o que ocorreu.

Os robôs eram muito lentos ao se movimentar e só eventualmente completavam tarefas supostamente simples, como abrir uma válvula e andar sobre um terreno com obstáculos e detritos. Um deles caiu de costas após tentativas frustradas para abrir uma porta.

De um post de 2015 aqui no blog:
Desafio de robótica: saiu a lista dos 25 finalistas!
O Darpa Robotics Challenge DRC é aquela competição que acompanhamos aqui no blog em 2013, vencida pelo robô japonês Shaft. Lembram?
Para participar do atual desafio, e chegar à grande final em junho próximo, as equipes tiveram que fazer upgrades em seus bots de 2103 para atenderem a requisitos mais desafiadores.
Agora eles operam completamente desconectados de cabos, quer sejam de energia, dados ou de segurança - estes usados até a competição passada para evitar que os robôs batessem com a cara no chão!
7 dos 25 finalistas (vejam as fotos dos mal encarados) usam um modelo do Google digo, da Boston Dynamics que por sua vez comprou o Shaft da equipe japonesa que o projetou.
São 14 times competindo por $3.5 MM USD em prêmios: 1 de Hong Kong, 1 da Itália, 1 da China, 2 da Alemanha, 2 da Coréia do Sul, 2 dos EUA e 5 do Japão.
Além do incentivo da premiação, empresas e academia também competem pelo avanço da robótica e principalmente pela criação de máquinas autônomas capazes de atuar em áreas perigosas e em condições degradadas, comuns em zonas de desastre.




São Paulo, 11 de outubro de 2018