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#223 - A Space Force pode ser uma ameaça à NASA?

Desde a decisão de criar um braço espacial para as Forças Armadas dos EUA, paira no ar certa inquietação quanto a possível sobreposição de funções entre a Space Force e a NASA. Uma eventual transferência de projetos causaria drenagem de cérebros, possíveis cortes no orçamento (já considerado baixo) da agência e atraso em missões já contratadas.

Dado não ser clara a missão geral da Space Force, fica em aberto a possibilidade de que novos esforços visando acelerar os voos espaciais tripulados venham a ser colocados sob controle militar.  

EP #118 (19/6):
A decisão de criar a Space Force como mais um braço das Forças Armadas foi comunicada pelo presidente Trump nesta segunda-feira (18/6) durante o encontro do National Space Council (NSC).
“When it comes to defending America, it is not enough to merely to have an American presence in space, we must have American dominance in space...
Very importantly, I am hereby directing the Department of Defense and Pentagon to immediately begin the process necessary to establish a Space Force as the sixth branch of the Armed Forces.
That’s a big statement.”, disse o POTUS à audiência do Conselho.
Tim Fernholz (Quartz): Trump up-ended that policy in rambling opening remarks, instructing Marine General Joseph Dunford, the chairman of the joint chiefs of staff, to create the Space Force.
 The service would be presumably be responsible for the extensive array of surveillance and communication satellites operated by the US Armed Forces, and more controversially for potential anti-satellite weapons and deterrence. It’s not clear whether or when the Space Force will be created.

A Space Force pode ser uma resposta dos EUA ao avanço de países adversários, que estariam se mobilizando para ocupar militarmente o espaço.

EP #167 (27/8):
Para os estrategistas chineses, utilizar sistemas baseados no espaço é uma capacidade fundamental para as guerras modernas. A conclusão aparece no mais recente relatório anual do Departamento de Defesa dos EUA acerca das capacidades militares da China.
De acordo com o DoD, a China está fortalecendo suas capacidades espaciais militares apesar de sua postura pública contra a militarização do espaço. Entre elas incluem-se: mísseis cinéticos, lasers terrestres e robôs espaciais na órbita da Terra.
Sandra Erwing (Space News): China has solidified its position as the second-largest military spender in the world after the United States.
In early 2017, China announced a 6.5 percent inflation-adjusted increase in its annual military budget to $154.3 billion, approximately 1.3 percent of gross domestic product.
“This budget continues more than two decades of annual defense spending increases and sustains China’s defense budget has doubled during the past decade,” the report says.

Para a professora associada de ciência política, Wendy W. Cobb, no entanto, a Casa Branca não tem um caso convincente para embasar a necessidade de tal força.

Wendy Cobb (The Conversation):
The Pentagon report, which supposedly lays its foundation, states that “potential adversaries are now actively developing ways to deny our use of space in a crisis. It is imperative that the United States adapts its policies, doctrine and capabilities to protect our interests.” 
In terms of a Space Force, there is no apparent crisis. We know that both Russia and China have been developing military capabilities in space.
China first tested an anti-satellite weapon in 2007 and more recently, Russian satellites have been demonstrating new capabilities. There are most likely other military activities in these states, and perhaps others, they have undertaken that remain classified.
If this is the case, then I believe the administration needs to lay a stronger foundation for why a Space Force is needed because lacking a crisis, support is often hard to come by. 

Logo proposto.
crédito: Administração Trump



São Paulo, 22 de outubro de 2018