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#229 - Fábricas de captura de CO2 já são uma realidade

Em meio a diversas iniciativas para redução das emissões de CO2, aquela ligada a remoção de carbono da atmosfera e posterior utilização na indústria é uma das mais promissoras. A Climeworks, líder mundial em tecnologia de captura de CO2 fundada em 2009 na Suíça, produz equipamentos coletores que capturam o CO2 do ar visando a comercialização, a transformação em outros produtos ou o simples armazenamento no solo.

Vejam como funciona a engenhosa solução criada pelos engenheiros Christoph Gebald e Jan Wurzbacher.

Adele Peters (Fast Company):
Small fans pull air into the collectors, where a sponge-like filter soaks up carbon dioxide. It takes two or three hours to fully saturate a filter, and then the process reverses: The box closes, and the collector is heated to 212 degrees Fahrenheit, which releases the CO2 in a pure form.


De acordo com Jan Wurzbacher, co-fundador e diretor da Climeworks:
One CO2 collector has the same footprint as a tree. It takes 50 tons of CO2 out of the air every year. A corresponding tree would take 50 kilograms of the air every year. It’s a factor of a thousand. So in order to achieve the same, you would need 1,000 times less area than you would require for plants growing.

Citando Julio Friedman - pesquisador senior do Center for Global Energy Policy na Universidade de Comumbia e ex-executivo da administração Obama que estuda captura direta do ar há anos - Peters escreve em recente artigo para a Fast Company:
A plant in Ohio or Turkey or Palau could capture CO2 to make a variety of products, from plastics to fuel. A shoe company, for example, could use it to make the materials for a new shoe.
A meta, em termos globais, é conter o aumento da temperatura média global do planeta em até 1,5 grau Celcius acima dos níveis pré-industriais.

Martin Wolf (Financial Times / Folha):
As emissões pela indústria teriam de cair em 75% a 90% até 2050, ante os totais de 2010. Isso requereria uma combinação de eletrificação, hidrogênio, insumos sustentáveis e de base biológica, e substituição de produtos.
São opções tecnicamente comprovadas, mas colocá-las em uso em escala planetária é outro assunto. Reduções nas emissões por meio de ganhos de eficiência - por mais vitais que sejam, como argumenta Amory Lovins, do Rocky Mountain Institute - não bastarão.
Também serão necessárias grandes mudanças na infraestrutura e planejamento urbano. A agricultura terá de fazer uma transição para safras de energia em escala imensa. Captura e armazenagem de carbono em larga escala também serão necessárias. 



São Paulo, 25 de outubro de 2018