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#243 - Marcos Pontes defende uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara

Para o futuro ministro da Ciência e Tecnologia, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) será usado como fonte de geração de empregos e de desenvolvimento de tecnologia. Pontes descarta que o acordo sendo feito com os EUA fira a soberania nacional:
Não fere a soberania de jeito nenhum. Da mesma forma que Kennedy Space Center faz lançamento de outros países, com equipamentos de outras nações, podemos fazer aqui a mesma coisa.
Existe essa possibilidade e vai ser reestudado tudo isso para termos um centro de lançamento comercial operacional, diz Marcos Pontes.

Camila Turtelli (UOL):
O Centro de Lançamento de Alcântara funciona atualmente com 900 funcionários. A base é utilizada apenas para treinamento de foguetes suborbitais que carregam experimentos e são mantidos em ambientes de microgravidade por alguns minutos.
Além disso, foram investidos R$ 120 milhões para reconstrução da torre de lançamento e no reforço de sistemas de segurança após a explosão de um foguete brasileiro em 2003 que causou a morte de 21 pessoas.

EP 124 (27/6):
O acordo para uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara pelos EUA pode estar próximo de ser finalizado. Na véspera da vinda do vice-presidente americano Mike Pence ao Brasil nesta terça-feira (26/6), o governo brasileiro promulgou o acordo guarda-chuva assinado em 2011 que prevê a cooperação dos dois países em diversas iniciativas na área espacial.
Decreto n. 9.418:
 1. As Partes identificarão áreas de interesse mútuo e buscarão desenvolver programas ou projetos de cooperação, doravante designados “Programas”, para a exploração e os usos pacíficos do espaço exterior e trabalharão em estreita cooperação para esse fim.
2. Esses Programas poderão ser conduzidos, como mutuamente acordados, e estarão sujeitos aos dispositivos deste Acordo e aos termos e condições específicos de qualquer Ajuste Complementar celebrado nos termos do Artigo 4, nas seguintes áreas:
a) Ciência, observação e monitoramento da Terra;
b) Ciência espacial;
c) Sistemas de exploração;
d) Operações espaciais;
e) Outras áreas relevantes de interesse mútuo.
A liberação da Base depende ainda de um acordo de salvaguardas tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos para entrar em vigor.

crédito: taringa.net



São Paulo, 2 de novembro de 2018