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#244 - Buraco negro supermassivo é confirmado no centro da galáxia

Astrônomos do European Southern Observatory (ESO) confirmaram a existência do buraco negro supermassivo ao observar chamas de radiação infravermelha vindas do disco de acreção em volta de Sagitário A*.

EP #217 (17/10):
Há décadas os astrônomos são capazes de inferir a existência dos buracos negros por conta do efeito que causam na matéria que ousa deles se aproximar.
Agora, a imagem que os cientistas estão empenhados em criar é da matéria superaquecida caindo em direção ao buraco negro [Sagitário A*] e emitindo luz.
Quando essa luz passa pelo horizonte de eventos (Event Horizon) - que funciona como uma enorme lente por conta da força gravitacional do buraco negro - essa luz é desviada.
Assim, ela acaba delimitando uma região escura que os astrônomos chamam de "sombra do horizonte de eventos do buraco negro" - que mede cerca de 2 x o tamanho do horizonte de eventos, algo como 30 milhões de quilômetros.

ESO1835 Science Release (31/11):
While some matter in the accretion disc — the belt of gas orbiting Sagittarius A* at relativistic speeds — can orbit the black hole safely, anything that gets too close is doomed to be pulled beyond the event horizon.
The closest point to a black hole that material can orbit without being irresistibly drawn inwards by the immense mass is known as the innermost stable orbit, and it is from here that the observed flares originate.
As explosões observadas forneceram a confirmação há muito esperada de que o objeto no centro da Via Láctea se trata mesmo de um buraco negro supermassivo. As observações foram feitas com o instrumento GRAVITY acoplado ao interferômetro do Very Large Telescope (VLT).
GRAVITY’s tremendous sensitivity has allowed us to observe the accretion processes in real time in unprecedented detail.
Essa visualização usa dados de simulações de movimentos orbitais de gás
 girando em torno do buraco negro a cerca de 30% da velocidade da luz.
crédito: ESO 

ESO (@Cerro Paranal):
The Very Large Telescope array (VLT) is the flagship facility for European ground-based astronomy at the beginning of the third Millennium. It is the world's most advanced optical instrument, consisting of four Unit Telescopes with main mirrors of 8.2m diameter and four movable 1.8m diameter Auxiliary Telescopes.
The telescopes can work together, to form a giant ‘interferometer’, the ESO Very Large Telescope Interferometer, allowing astronomers to see details up to 25 times finer than with the individual telescopes.
The light beams are combined in the VLTI using a complex system of mirrors in underground tunnels where the light paths must be kept equal to distances less than 1/1000 mm over a hundred metres. 



São Paulo, 3 de novembro de 2018