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#259 - Exoplaneta na constelação de Pictor é captado por observação direta

Milhares de exoplanetas têm sido identificados nas últimas décadas, a maioria deles pelo trânsito em frente às estrelas nas quais orbitam ou pela influência gravitacional que exercem sobre elas.

Mais recentemente, os astrônomos, utilizando instrumentos mais sensíveis, começaram a obter imagens por observação direta de exoplanetas com certas características e em circunstâncias especiais.

O Beta Pictoris b, descoberto em 2008, é um deles. A equipe de astrônomos do ESO observou que o exoplaneta situado a 63 anos-luz da Terra, na constelação de Pictor, se tratava de um super-Júpiter, com cerca 1,5 x o seu raio e massa 13 x maior.

A seguinte foto mostra a constelação de Pictor como pode ser vista a olho nu (foram adicionadas linhas que unem suas três estrelas principais). A estrela brilhante vista à esquerda de Pictor é Canopus - também designada como Alpha Carinae, a estrela mais brilhante no sul da constelação de Carina.

crédito: Wikipedia

Matt Williams (Universe Today):
Since that time, the same team used the VLT’s Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet REsearch instrument (SPHERE) to track Beta Pictoris b from late 2014 to late 2016.
At this point, Beta Pictoris b passed so close to the halo of its star that the team was unable to resolve one from the other.
But almost two years later (in Sept. of 2018), Beta Pictoris b once again emerged from the halo and was captured by the VLT’s SPHERE instrument.
Given its size and wide orbit, Beta Pictoris b was an excellent candidate for direct imaging, which the SPHERE instrument was specifically designed for.

Há pouco mais de quatro meses os mesmos astrônomos do ESO observaram pela primeira vez o nascimento de um exoplaneta. Localizado a 370 anos-luz da Terra na constelação do Centauro, o exoplaneta PDS 70b foi visto por meio do instrumento SPHERE, o mesmo utilizado na observação de Beta Pictoris b.


EP #128 (3/7):
Fotografar um exoplaneta nascendo não é uma tarefa fácil. Isso ocorre porque eles estão muito distantes e muito fracos para serem capturados por nossos instrumentos ópticos, especialmente quando a luz refletida está ofuscada pela brilho de sua estrela.
A observação do PDS 70b foi feita por meio de dois instrumentos: um deles o SPHERE (Spectro-Polarimetric High-contrast Exoplanet Research) instalado no Very Large Telescope (VLT) do ESO no Chile e um outro instrumento no Observatório Gemini do Havaí.
Pesquisadores sugerem que o PDS 70b é 2-3 vezes maior que Júpiter e se encontra a 3 bilhões de Km da sua estrela PDS 70 [algo como a distância entre Urano e o nosso sol].



São Paulo, 14 de novembro de 2018