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#269 - NASA estuda um pousador lunar "human-class" de 3 estágios

O desenvolvimento do novo pousador será financiado por uma nova linha orçamentária chamada Advanced Cislunar and Surface Capabilities a ser incluída na proposta de orçamento do ano fiscal de 2019. Depende, portanto, da aprovação do Congresso americano.

O pousador com três estágios permite que o transporte individual das partes possa ser feito por um gama maior de foguetes lançadores. O conceito, ainda em seus estágios iniciais de análise, é parte de uma das três estratégias que a NASA está tocando em paralelo em seus esforços (diretiva 1) para voltar a explorar a Lua:

1. Estratégia "small ends": no limite mínimo de capacidade de carga útil, a NASA submeteu um pedido de proposta para interessados em participar do Commercial Lunar Payload Services (CLPS), com o objetivo de desenvolver um pequeno pousador capaz de transportar cargas científicas para a superfície da Lua. O CLPS foi anunciado em dez/17.

Charyl Warner (NASA):
NASA is returning to the Moon with commercial and international partners as part of an overall agency Exploration Campaign in support of Space Policy Directive 1. 
It all starts with robotic missions on the lunar surface, as well as a Gateway for astronauts in space beyond the Moon followed by human missions to the surface. 
Right now, NASA is preparing to purchase small lunar payload delivery services, advance development of lunar landers for human missions, and conduct more research on the Moon’s surface ahead of a human return. 

2. Estratégia "mid-sized": um pousador para levar cargas científicas pesando entre 300-500 Kg. O lander deve ser capaz de manter comunicação direta com a Terra, dispor de um lifetime da ordem de meses na superfície da Lua, habilidade de entregar [e mais tarde recarregar] pequenos rovers e estar pronto para voar em 2022.

3. Estratégia "human-class": além da nova ideia para desenvolver um pousador de três estágios, a NASA já conta com um conceito proposto pela Lockheed Martin, que seria um veículo grande, de estágio único, e pesando algo como 62 ton quando abastecido e 22 ton quando vazio.

Na visão da Lockheed, o abastecimento do lander seria feito em um depósito localizado nas vizinhanças da estação Geteway e com a habilidade de, eventualmente, fazer uso de propelentes produzidos a partir do gelo lunar. A NASA espera poder contar com o veículo para um voo de teste não tripulado em 2024.

Jeff Foust (SpaceNews), citando Jason Crusan, head of NASA’s Advanced Exploration Systems division:
That three-stage approach, he said, spreads out the cost of lander development and allows NASA to “lean in hard with the commercial sector” on the descent stage in particular.
“We can focus more on the ascent element” and its human-rating requirements, he said. Both the ascent and transfer stages could be designed to be reused.

Anatoly Zak (Popular Mechanics):
The design team is also considering splitting the lander into three 15-ton segments: the crew cabin with the ascent engine, the descent stage, and the space tug.
The space tug would do most of heavy lifting, pushing the lander away from its Gateway harbor toward the lowest possible lunar orbit, where the descent stage would then take over braking maneuvers. 
As a result, the expendable descent stage, which would arrive with each new Orion crew (as well as propellant for the ascent engine), could have a minimum size, while the space tug could be used for multiple ferry trips.
Both potentially reusable components of the lander—the ascent stage and the space tug—could be refueled in the lunar orbit from a 22-ton tanker sent from Earth.

reusable lunar lander, crédito: Anatoly Zak




São Paulo, 22 de novembro de 2018