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#286 - AEB quer discutir arranjo institucional para uso comercial do Centro de Alcântara

Para a Agência Espacial Brasileira (AEB), o principal ponto a ser discutido é o arranjo institucional que garantirá ao Centro Espacial de Alcântara (CEA) o funcionamento de forma eficiente e que seja competitivo em nível internacional.

Segundo a proposta, divulgada em um relatório técnico no final de novembro último, o modelo mais adequado é o da separação das atividades de gestão do Centro daquelas referentes à comercialização de lançamentos. Estas devem ser realizadas por empresas privadas.

Relatório técnico (2018):
Para a comercialização de lançamentos, o perfil de uma empresa privada parece se encaixar melhor por conta das características inerentes ao processo de negociação do setor privado.
Esse modelo já é adotado por outros países, sendo os mais conhecidos o Ariane Group (europeu) e o United Launch Aliance (americano).
Outro ponto que também se relaciona com o arcabouço jurídico, inclui a aprovação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) com os Estados Unidos.
Como o Brasil ainda não dominou a tecnologia completa de acesso ao espaço, os veículos que vierem a operar no CEA serão de outros países, sendo assim, o AST essencial para o funcionamento do Centro. 

crédito: taringá.net

EP #243 (2/11):
Para o futuro ministro da Ciência e Tecnologia, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) será usado como fonte de geração de empregos e de desenvolvimento de tecnologia. Marcos Pontes descarta que o acordo sendo feito com os EUA fira a soberania nacional:
Não fere a soberania de jeito nenhum. Da mesma forma que Kennedy Space Center faz lançamento de outros países, com equipamentos de outras nações, podemos fazer aqui a mesma coisa. 
Existe essa possibilidade e vai ser reestudado tudo isso para termos um centro de lançamento comercial operacional, diz Pontes.



São Paulo, 5 de dezembro de 2018