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#296 - US Air Force quer mais 74 esquadrões para se manter à frente da China e da Rússia

A menos que embarque numa expansão do seu arsenal de armas, das suas principais plataformas de ataque e de suas tecnologias de combate, a Força Aérea dos EUA se colocará atrás da China e da Rússia até 2025, conclui Kris Osborn, que já foi especialista do Pentágono, em seu artigo para a Defense Maven.

Kris Osborn citando a secretária da Força Aérea, Heather Wilson:
The National Defense strategy tells us we need to be able to defend the homeland, provide nuclear deterrence and win wars against major powers while countering rogue nations... The Air Force is too small for what the nation expects of us.
F-15, crédito: USAF

Numa análise das ameaças, das exigências das missões e de tecnologias emergentes perigosas, a USAF fez um pedido para aumentar de 312 para 386 o número de esquadrões operacionais da Força, diz Osborn. O plano inclui 22 novos esquadrões de Comando e Controle da ISR, mais 7 esquadrões de combate e mais 5 de bombardeiros.

No final da Guerra Fria, a USAF tinha 401 esquadrões operacionais. Críticos e observadores vão mais além, diz Osborn, ao apontar - com preocupação acerca da capacidade da Força Aérea de enfrentar ameaças - a utilização de helicópteros com mais 40 anos, bombardeiros e aeronaves de treinamento com mais de 50 e caças com mais de 30 anos.

A boa notícia para forças armadas em geral, é que o presidente Trump concordou há poucos dias atrás com o pedido de majoração do orçamento feito pelo secretário da Defesa, Jim Mattis.

Na nova proposta, o orçamento do Departamento de Defesa (DoD) passa para $750 bi USD em 2019 (ano fiscal iniciado em outubro), segundo informou a CNN.

Trump teria, com isso, abandonado a ideia de reduzir a dotação anteriormente prevista de $716 bi USD. O orçamento de 2019 do DoD seria assim, $80 bi superior ao de 2018.



São Paulo, 11 de dezembro de 2018