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#300 - Missão chinesa com rover de exploração entra em órbita da Lua

A nave chinesa Chang'e-4 lançada no último dia 8/12 entrou órbita da Lua nessa quarta-feira (12/12) às 8:45h no horário de Beijing, segundo a China National Space Agency via Xinhua news. A expectativa é que o pouso ocorra nos primeiros dias de janeiro.

Nos próximos 20 dias, os engenheiros testarão o link de satélite (Queqiao) com a Terra e farão ajustes de órbita para garantir uma maior assertividade do local do pouso. Outro motivo importante é aguardar o nascer do Sol na região da alunissagem.

Luyuan Xu (Planetary Society):
The far side of the Moon is not the “dark side”, it has daytime and nighttime as we do.
The difference is one lunar day is much longer, with about 14 earth days of daytime and about 14 earth days of nighttime.
The Sun will rise again around the New Year, so Chang’e-4 will probably land in the first few days of January 2019. The slow pace of sunrise and sunset will control the activity of Chang’e-4’s rover. 
You can check to see where it is day and night on the Moon easily at the Lunar Reconnaissance Orbiter QuickMap website. Open up the Layers tab, choose “Overlays,” and then tap the “Sunlit Region” button.

EP #161 (17/8):
 A agência espacial chinesa (SASTIND) apresentou nesta quarta-feira (15/8) o veículo autônomo que será usado para explorar o lado oculto da Lua em dezembro deste ano.

O rover, ainda sem denominação, será levado pela nave não tripulada Chang'e-4 e deverá alunizar numa cratera da bacia Aitken situada no polo sul do satélite. 
lunar rover, crédito: CASC
A Chang'e-4 foi manufaturada como um backup para a nave Chang'e-3 que colocou um pousador e um rover no Mare Imbrium em dezembro de 2013. Essa missão seguiu duas outras enviadas em 2007 e 2010.
Para se comunicar com a Terra a partir do far side (i.e.lado oculto), o rover irá utilizar o satélite Queqiao que se encontra posicionado numa órbita que lhe garante uma linha de visada permanente com as estações de rastreamento na Terra. 
Além de diversos equipamentos de análise e câmeras, o rover levará uma pequena biosfera com experimentos criados por 28 universidades chinesas.



São Paulo, 14 de dezembro de 2018