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#319 - Negociação entre Boeing e Embraer poderia afetar interesses do governo brasileiro

A questão foi levantada pelo presidente Jair Bolsonaro numa entrevista à imprensa na saída da Base Aérea de Brasilia nesta sexta-feira (4/1), após a posse do novo comandante da Aeronáutica o tenente-brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez.

"A Embraer eu tenho acompanhado, nós não podemos... Logicamente, nós precisamos, seria muito bom essa fusão, mas não podemos... Como está na última proposta, daqui a cinco anos tudo pode ser repassado para o outro lado. A preocupação nossa é essa. É um patrimônio nosso, sabemos da necessidade dessa fusão até para que ela consiga competitividade e não venha a se perder com o tempo", disse Bolsonaro.

Pelo acordo, a Boeing terá nos primeiros 10 anos a opção de adquirir os 20% de participação que a Embraer terá na nova empresa pelo valor estipulado de $1,05 bi USD. Passado esse período, a Boeing, caso decida exercer a opção, terá que pagar por cada ação o valor da cotação no dia do fechamento do negócio.

Crédito: Embraer

EP #303 (17/12): 

Boeing e Embraer anunciaram nesta segunda-feira (17/12) a aprovação do acordo para formação de uma joint venture que seria controlada pela gigante americana (80% do capital social) e com a participação 20% pertencente à Embraer.
A Embraer terá poder de decisão sobre “alguns” temas estratégicos, diz o comunicado. Dentre eles, a empresa brasileira poderia ter o poder decisório de uma eventual transferência das operações da joint venture para fora do Brasil.
O acordo, no valor de $5,3 bi USD vai agora para aprovação dos acionistas e do governo brasileiro.

A decisão sobre a fusão será tomada pelo governo após o parecer jurídico da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN).



São Paulo, 4 de janeiro de 2019