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#322 - China e Japão planejam ter elevadores espaciais até 2050. Os testes já começaram

Se a construção de um elevador espacial se mostrar viável, a expectativa é que o custo de enviar coisas à órbita da Terra caia para algo como $50 USD por quilo, ou menos de 1% do que é cobrado atualmente pelas empresas de transporte espacial.

Os desafios, no entanto, são imensos. Diversos obstáculos precisam ser superados, incluindo o desenvolvimento de cabos capazes de suportar as imensas forças que atuarão sobre eles ao longo 62 mil milhas, desde a superfície [na linha do Equador] até o contrapeso no espaço.

crédito: cnet

Os testes experimentais, no entanto, já começaram. 

Pesquisadores da Universidade de Shizuoka, Japão, devem conduzir o primeiro deles a partir da ISS no escopo do Projeto Space Tethered Autonomous Robotic Satellite (STARS).

Estão sendo utilizados dois pequenos satélites [cubesats] ligados por um cabo de aço para realizar a simulação em escala. O experimento (ilustração abaixo) foi enviado ao espaço pela Japan Aerospace Exploration Agency em 22 de setembro próximo passado.

crédito: Space News


Zoey Chong (c/net):
The two small STARS-Me (Mini elevator) satellites will be connected by a 10-meter cable, and a robotic device will travel along it between the satellites.
That's a tiny representation of what a full-size space elevator might someday do running from Earth all the way to spacecraft in orbit.

Na solução final,  a rotação da Terra manteria o feixe de cabos esticado, e um veículo de transporte percorreria o trajeto na velocidade de um trem. A ideia é utilizar nanotubos de carbono ou de grafeno que podem ser até 100 ou 200 vezes mais resistentes, respectivamente, que o aço.

Um nano tubo de carbono teria o 1/6 do peso em relação ao seu equivalente em aço. O problema é que a tecnologia atual não permite a produção de cabos com materiais alternativos. 55 cm de comprimento é o maior tamanho que se consegue produzir atualmente com nanotubos de carbono.

Paul Lawrence (Second Nexus):
An elevator or other object attached to the cable would be subject to the dueling forces of the downward gravitational pull and the upward centrifugal force resulting from the planet’s rotation.
The cumulative physical effects applied to the space elevator are termed the “apparent gravitational field.” 
Importantly, the cable needs to maintain a certain degree of tension for an elevator to safely traverse the distance.



São Paulo, 7 de janeiro de 2019