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#327 - Brexit afeta futuro projeto de caça furtivo europeu

Já não é sem tempo que os países da União Européia precisam definir o seu projeto de um caça furtivo, idealmente de sexta geração. Até agora, apenas os americanos com os seus F-22 e F-35, e os chineses com o J-20 estão com os seus caças stealth (de 5a geração) no ar.

Do lado europeu, estão em curso duas propostas a saber: a franco-germânica Future Combat Air System (FCAS) - basicamente um caça de 6a geração com "loyal wingmen" de acompanhamento e outra, similar, do Reino Unido, denominada programa Tempest, divulgada em julho de 2018.

"Loyal Wingman". Crédito: American Inovation

O Reino Unido mantém ainda uma parceria com a empresa italiana Leonardo, visando o desenvolvimento dos sensores e da aviônica referentes ao Tempest.

A Espanha também se mostra interessada na iniciativa, embora esteja convencida de que as duas propostas irão se fundir, dado o enorme investimento requerido para o seu desenvolvimento, segundo declaração do ministro da Defesa espanhol no início de dezembro último (2018).

Joseph Trevithick (The Drive):
The country (Spain) could also be interested in acquiring any production-ready UCAV design that evolves from nEUROn. The FCAS program envisions the manned fighter jets working networked together with the unmanned aircraft as "loyal wingmen."
Montagem do nEUROn, Crédito: Dassault

As indefinições quanto ao desdobramentos do Brexit, no entanto, tornam ainda mais complexa a formulação de um solução final quanto ao engajamento dos países.

Sebastien Roblin (National Interest):
One issue that looms over the two stealth fighter programs is Brexit, which spurred the Franco-German cooperation on FCAS in the first place, and makes cooperation with the UK awkward, particularly in the event of a no-deal Brexit. Commom features include:
  • stealthy airframes, 
  • powerful sensors designed to fuse with friendly forces (now including satellite assets), 
  • very long-range air-to-air missiles,
  • laser or microwave weapons,
  • ability to control friendly accompanying drones, 
  • optional manning (ability to fly without a human pilot onboard) and 
  • resilience versus cyberattacks.


São Paulo, 10 de janeiro de 2019