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#354 - Nordeste: Ministro Pontes vai a Israel em busca de tecnologias para o semi-árido

Em cumprimento às prioridades do MCTIC o ministro Marcos Pontes segue neste sábado (26/1) para Tel Aviv e Jerusalém para participar de conferências e reuniões com autoridades do governo israelense. A questão das tecnologias hídricas para utilização no nordeste brasileiro faz parte da agenda.

Para o ministro Pontes, as soluções para a seca no semi-árido serão implementadas de forma combinada, incluindo a transposição do São Francisco e os projetos de dessalinização para as áreas mais próximas do litoral, ou envolvendo poços de pouca profundidade.

Diário Oficial da União:
... para participar de reuniões com autoridades governamentais das áreas de ciência, tecnologia e inovação daquele país, com dirigentes de instituições de pesquisa e com representantes de infraestruturas de alta tecnologia na área de recursos hídricos, da conferência Cybertech 2019, da 14ª Conferência Espacial Internacional Ilan Ramon e para visitar a Agência Espacial Israelense. 

No "bate-papo" com jornalistas realizado na tarde desta sexta-feira (25;1) no Auditório do MCTIC em Brasilia, Pontes disse que além dos encontros com autoridades israelenses fará visitas a estações de tratamento de água e às empresas com atuação na área. Não apenas soluções israelenses, disse.

Jonas Valente (Agência Brasil), citando Pontes:
Esses equipamentos podem ser de diferentes países. A gente vai procurar identificar onde essas tecnologias estão sendo desenvolvidas no planeta e promover a tecnologia brasileira.
Pontes, porém não informou que outros países estariam em seus planos de visita para conhecer as experiências na questão do tratamento da água.

Crédito: MCTIC

EP #227 (24/10):
Pontes (em meio a campanha presidencial de 2018) pede que o governo seja agressivo na estratégia de investimento e argumenta que países desenvolvidos investem até 3% do PIB em ciência, tecnologia e inovação.
Nos planos do presidenciável (J. Bolsonaro) esse patamar seria atingido até o fim do seu mandato e contaria com recursos públicos e privados alcançando algo entre R$10 bilhões e R$15 bilhões. 
Plano de Governo (Bolsonaro 2018):  O modelo atual de pesquisa e desenvolvimento no Brasil está totalmente esgotado. Não há mais espaço para basear esta importante área da economia moderna em uma estratégia  centralizada, comandada de Brasília e dependente exclusivamente de recursos públicos.
Estados Unidos, Israel, Taiwan, Coréia do Sul e Japão incentivam estratégias descentralizadas. Criam-se “hubs” tecnológicos onde jovens pesquisadores e cientistas das universidades locais são estimulados a buscar parcerias com empresas privadas para transformar ideias em produtos.



São Paulo, 26 de janeiro de 2019

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