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#393 - Caça de 6a geração da Navy: programa avança em nova fase de desenvolvimento

O programa de dominância aérea da Marinha americana entrou esse ano numa fase de exploração de protótipos após anos envolvido em estudos puramente conceituais. O propósito do Next-Generation Air Dominance (NGAD) é o de criar um caça de 6a geração para operação nos porta-aviões da US Navy.

Nesta fase, a ser completada em 2019, a Navy (USN) começa por analisar fuselagens, sistemas de controle de alvos, sensores com inteligência artificial, novas armas e motores, visando projetar o novo caça que irá voar ao lado dos F-35 Lightning II e que, eventualmente, irá substituir seus F/A-18E/F Super Hornet a partir do final dos anos 2020.

Next Generation Air Dominance. Crédito: defstrat.com

Kris Osborn (Defense Maven), citando a Lt. Lauren Chatmas, porta-voz da Marinha:
Some important areas of consideration include derivative and developmental air vehicle designs, advanced engines, propulsion, weapons, mission systems, electronic warfare an other emerging technologies.
Os requisitos do programa NGAD, também conhecido como F/A-XX, foram identificados inicialmente em junho de 2008.

Em abril 2012, a Navy emitiu um pedido de informação (RFI) visando o desenvolvimento de um caça de superioridade aérea com capacidades multi-função para substituir os Super Hornet e os EA-18G Growler ao longo dos anos 2030. Complementar a operação de caças F-35C e de aeronaves autônomas (UCLASS) também foram capacidades especificadas na RFI da Marinha.


O papel da inteligência artificial (AI) na 6a geração

Em seu artigo, Osborn atesta o amplo consenso de que as aplicações  de AI parecem fornecer a estrutura para o progresso tecnológico mais esperado. Um paper produzido por analistas de 16 nações da NATO, denominado Joint Air Power Competence Center, levanta questões sobre quando e como a inteligência artificial pode ultrapassar a habilidade humana de acompanhar, diz Osborn.

A inteligência artificial está progredindo além da capacidade humana de interagir com ela, segundo um ensaio "Comunicação de guerra aérea em um ambiente de rede", conclui o analista.

Kris Osborn:
New much-longer range sensors and weapons, incorporating emerging iterations of AI, are expected to make warfare more disaggregated, and much less of a linear force on force type of engagement.
Such a phenomenon, driven by new technology, underscores warfare reliance upon sensors and information networks.
Often referred to as easing the "cognitive burden," AI and iterations of man-machine interface, can perform time-consuming or otherwise impossible information-analysis tasks, all while a human functions as ultimate decision-maker in a command and control role.
While AI is quickly advancing toward being able to discern and organize seemingly subjective information, there are many decision-making abilities and problem solving faculties regarded as unique to human cognition. 



São Paulo, 28 de fevereiro de 2019


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