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Boeing 737 MAX 8: pilotos nos EUA se queixam em meio a suspeita de falha de segurança

Diversos pilotos expressaram preocupações acerca da segurança do Boeing 737 MAX 8 às autoridades federais americanas.

Um deles teria classificado o manual de voo como "inadequado e quase insuficientemente criminoso" vários meses antes do acidente do voo ET302 da Ethiopian Airlines ocorrido no domingo (10/3), segundo uma investigação do Dallas Morning News.

Cary Aspinwall (Dalas News):
The News found five complaints about the Boeing model in a federal database where pilots can voluntarily report about aviation incidents without fear of repercussions.
The complaints are about the safety mechanism cited in preliminary reports about an October Boeing 737 Max 8 crash in Indonesia that killed 189.
The disclosures found by The News reference problems with an autopilot system, and they all occurred during the ascent after takeoff. Many mentioned the plane suddenly nosing down. 

Segue um excerto do relatório produzido por um dos pilotos, em tradução livre:
Esta descrição não está atualmente na Parte 2 do Manual de Voo do 737, nem no FCOM da Boeing, embora ele seja adicionado a eles em breve.
Esta comunicação destaca que um sistema ainda não está descrito em nosso Manual de Voo. Este sistema é agora assunto de uma AD (Diretriz de Navegabilidade).
Acho inconcebível que um fabricante, a FAA e as companhias aéreas tivessem pilotos pilotando um avião sem treinamento adequado, ou mesmo fornecendo recursos disponíveis e documentação suficiente para entendimento de sistema altamente complexos que diferenciam essa aeronave dos modelos anteriores.
O fato desse avião exigir improviso (jury rigging) para voar é uma bandeira vermelha.
Agora sabemos que os sistema empregados são propensos a erros - mesmo que os pilotos não tenham certeza do que são esses sistemas, quais redundâncias estão em vigor e os modos de falha. Fico pensando: o que mais não sei?

No final da tarde de quarta-feira (13/3) o presidente Donald Trump ordena que todos os Boeing 737 MAX sejam mantidos em solo.



Até o início de quarta-feira (13/3) a FAA acreditava não haver base para suspender as operações:
The FAA continues to review extensively all available data and aggregate safety performance from operators and pilots of the Boeing 737 Max. Thus far, our review shows no systemic performance issues and provides no basis to order grounding the aircraft," the agency said. 

Boeing 737 MAX. Crédito Boeing

Ex Post #408 (13/3):
No mais recente, ocorrido no domingo (10/3), um voo do Ethiopian Airlines que fazia a ligação entre Addis Abeba e Nairobi, Quênia, caiu seis minutos após a decolagem. Nele seguiam 149 passageiros e oito tripulantes.
O piloto apontou "dificuldades" e tentou regressar ao aeroporto da capital etíope mas não conseguiu realizaras manobras necessárias. A empresa aérea publicou em seu perfil do Twitter que não há sobreviventes do acidente.
No acidente anterior, um 737 MAX 8 da Lion Air com menos de 3 meses de uso caiu na Indonésia 12 minutos após a decolagem. O voo partia de Jacarta, Indonesia. O acidente provocou a morte de 189 pessoas. 


São Paulo, 18 de março de 2019

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Ex Post #417