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China: projeto do século avança sobre a Europa e provoca apreensão

O Belt and Road Initiative (BRI) avança através do coração da Europa provocando um misto de apreensão e entusiasmo. O projeto é frequentemente descrito como uma rota da seda do século XXI, composta por um “cinturão” (belt) de corredores terrestres e uma “estrada” (road) de rotas marítimas.

A iniciativa promete investimentos da ordem de $1 tri USD em projetos de infraestrutura envolvendo, além da Europa, países da África e da Ásia, um total de 71 países que representam metade da população mundial e um quarto do PIB mundial.

Portos, ferrovias, rodovias, redes digitais e infraestrutura energética fazem parte da iniciativa BRI a ser implementada com recursos financeiros em boa parte oriundos de empresas chinesas. Pequenos países europeus, em geral com pouco acesso a créditos, estão entusiasmados.

Belt and Road News:
The vision and actions on jointly building the Silk Road Economic Belt and 21st-Century Maritime Silk Road, an initiative raised by President Xi Jinping during visits to Central Asia and Southeast Asia in 2013, was issued by China’s top economic planner, the National Development and Reform Commission and ministries of foreign affairs and commerce. Opportunities in 5 key areas:
  • Cultural exchange: promoting people-to-people bonds and cooperation
  • Policy coordination: planning and supporting large-scale infrastructural development project
  • Facilities connectivity: building facilities to enable connectivity along the Belt and Road
  • Trade and Investment: facilitating cross-border investments and supply chain cooperation

 Belt and Road. Os corredores (preto); "silk road" marítimo (azul); membros do
Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (laranja). Crédito: Wikipedia

Países que temem a ascensão da China, por outro lado, enxergam a BRI como parte da estratégia geopolítica para aumentar o seu poder de influência no mundo e alertam para o risco de a iniciativa se tornar uma armadilha de endividamento para os tomadores dos empréstimos.

Lily Kuo (The Guardian):
Governments from Malaysia to Pakistan are starting to rethink the costs of these projects. Sri Lanka, where the government leased a port to a Chinese company for 99 years after struggling to make repayments, is a cautionary tale.
Earlier this year (2018), the Center for Global Development found eight more Belt and Road countries at serious risk of not being able to repay their loans.

Entre os países mais desenvolvidos, a Itália já se destaca como o primeiro representante do G7 a participar da iniciativa de Xi Jinping. Se os EUA quiserem conter o avanço da China terão que oferecer alternativas concretas aos países interessados.

Estes, por sua vez, podem tirar proveito da atual dinâmica de confrontação entre as duas potências e obter vantagens a seu favor. O Brasil já embarcou nessa.



São Paulo, 26 de março de 2019

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