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USAF testa drone com algoritmos de IA em voos autônomos

A USAF anunciou no final de fevereiro último o primeiro voo de teste com drone autônomo conduzido por um de seus times* envolvidos com tecnologias emergentes. De acordo com a declaração da Força Aérea, durante o voo foram coletados dados do sistema TACE - Testing of Autonomy in Complex Environments.

* 412th Test Wing’s Emerging Technologies Combined Test Force (Test Wing ET CTF)

Os testes foram feitos a partir de lançamentos manuais do drone Lynx (foto) desenvolvido pela Swift Radio Planes.

Drone Lynx. Crédito: XTEK

O TACE é um middleware que atua entre o computador que suporta as funções de inteligência artificial (IA) e de autonomia, e o piloto automático da aeronave, segundo o Capt. Riley Livermore do 412 Wing ET CTF.

Capt. Riley Livermore (Defense-blog)
Today we had an autonomous algorithm commanding the aircraft without any direct human involvement; we call it human ON the loop as opposed to most remotely piloted aircraft that are human IN the loop.

O TACE monitora os comandos enviados para o piloto automático pelo módulo de autonomia e retorna informações do estado da aeronave como: posição, velocidade e orientação para o módulo de autonomia. O middleware compreende duas funções básicas:
  • Autonomy Watchdog: suspender os comandos da autonomia e colocar a aeronave em modo de voo de segurança perambulando numa área de segurança pré-determinada. Utilizado em casos como o de violação de um parâmetro de segurança do voo durante uma manobra comandada autonomamente.
  • Live-Virtual-Constructive: permitir que entidades simuladas interajam com aeronaves reais (Live).

Os testes, realizados no período de três dias, demonstraram como o sistema TACE atua sobre a aeronave mantendo-a em sua área de segurança quando se aproxima de uma fronteira virtual, e como ele faz o tracking de um veículo simulado localizado no solo dispensando a necessidade de comandos emitidos por um humano.

Um dos principais objetivos é realizar voos de teste com o TACE em compatibilidade com arquitetura de sistemas abertos.

Isso irá permitir testar  de modo rápido e seguro algoritmos de autonomia e inteligência artificial desenvolvidos por terceiros, segundo Livermore.

Uma vez tendo sido bem sucedidos nos testes o time irá declarar Initial Operational Capability (IOC) e partir para voos com drones maiores que podem voar em velocidades até 250 milhas/h.



São Paulo, 15 de março de 2019

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